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Fornos de carvão deixam de funcionar na Volta do Vale

Fornos de carvão deixam de funcionar na Volta do Vale

Proprietário desmantelou os quatros fornos de produção de carvão no dia marcado para a demolição coerciva por parte da Câmara de Coruche.

Edição de 02.05.2012 | Sociedade
Os quatro fornos de fabrico de carvão vegetal construídos num terreno particular da Volta do Vale, concelho de Coruche, que funcionavam desde Junho de 2011 com protestos da maior parte da população da localidade foram desmantelados pelo proprietário a 18 de Abril, data limite dada pela Câmara de Coruche para a demolição voluntária daquelas construções.Quando elementos da autarquia chegaram ao local para proceder à demolição coerciva, com apoio da GNR se necessário, depois de o terreno já ter sido tomado administrativamente, já funcionários da empresa de laboração dos fornos desmantelavam as construções feitas com tijolo e terra.“Os quatro fornos foram desmantelados, retiradas as coberturas e destruídas alvenarias. Não foi necessário tomar posse administrativa do terreno para fazer a demolição coerciva”, refere o vice-presidente da câmara, Francisco Oliveira (PS), lembrando que a data fixada inicialmente era 12 de Abril mas foi pedida mais uma semana pelo proprietário para proceder ao cumprimento daquela ordem. Apesar de demolidos os fornos, a situação não fica sanada já que decorre instrução de processo por incumprimento de prazos por parte do faltoso, o que pode dar origem a admoestação ou processo de contra-ordenação que resulte numa coima, informou ainda o vereador.Durante a laboração vários populares da Volta do Vale insurgiram-se contra os fumos e vapores produzidos pelos fornos que, além de não deixarem as pessoas dormir ainda sujavam tudo. Motivou mesmo a ida de cerca de 50 pessoas a uma reunião da câmara no final de Março exigir explicações e soluções para o problema.O proprietário dos fornos disse a O MIRANTE, na altura em que foi notificado para demolir, que não iria acatar a decisão mas acabou por cumprir. Sempre afirmou que a população da localidade está envelhecida e que o seu negócio dá empregos locais, sendo Francisco Góis um dos poucos jovens a investir localmente. Dizia ainda já estar a pagar aluguer e fornos existentes noutro local para dar seguimento à actividade.
Fornos de carvão deixam de funcionar na Volta do Vale

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