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Empresas do Ribatejo convidadas a estabelecer negócios na América Latina

Empresas do Ribatejo convidadas a estabelecer negócios na América Latina

Embaixadores de oito países sul americanos estiveram reunidos na passada semana na Nersant, em Torres Novas, a debater ligações comerciais.

Edição de 09.05.2012 | Economia
A América Latina é terra de oportunidades para Portugal e também para as empresas do Ribatejo que ali podem apostar na sua internacionalização. A ideia saiu do primeiro “Road Show dos Embaixadores da América Latina”, uma missão empresarial decorrida na sexta-feira, 4 de Maio, na Associação Empresarial da Região de Santarém - Nersant, em Torres Novas. O encontro, que resulta de um protocolo assinado entre a Associação Industrial Portuguesa(AIP) e a Casa da América Latina, reuniu cerca de trinta pessoas, entre a presidente da Nersant, Salomé Rafael, a secretária-geral da Casa da América Latina, Manuela Júdice, o presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, e empresários da região. A presidente da Nersant, Salomé Rafael, começou por dizer que Santarém tem uma fileira de negócios diversificada, registando mais de três mil empresas internacionalizadas e que, apesar da crise, a região apresenta alguma solidificação em termos de negócios, exceptuando o ramo da construção civil que atravessa uma fase mais débil. “Temos disponibilidade para partir em busca de novos mundos. A América do Sul é fundamental para a troca de parcerias que permitam o desenvolvimento”, disse a responsável. Já para o presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, Portugal precisa de reforçar a sua dinâmica comercial, sendo a exportação a única solução para salvar algumas empresas em dificuldades. “Só há dois milagres para sair desta crise: um é a capacidade empreendedora das empresas com vista a aumentar a exportação; o outro é a capacidade de sacrifício dos portugueses em enfrentarem estes tempos sem conflitos”, disse. Após estas duas intervenções iniciais, foi mostrado um filme caracterizador da região e que mostrou alguns casos de empresas de sucesso. O embaixador do Chile, Fernando Ayala, disse que a crise não se sente na América Latina, onde existe estabilidade económica e política e que também vai acabar um dia em Portugal. “Há um mercado muito grande para as empresas portuguesas. A América Latina é muito mais que o Brasil”, realçou. Seguiu-se uma troca de ideias entre os presentes, sendo o idioma espanhol o predominante. “A região do Ribatejo é muito parecida com a América Latina, especialmente na área agro-alimentar pelo que existe um grande potencial para que as empresas daqui possam começar a exportar para lá”, disse Germán SantaMaría Barragán, o representante da Colômbia, sendo secundado por outros participantes da reunião. O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), José Eduardo Carvalho, congratulou-se com esta reunião, que representa “uma mudança de atitude” por parte das embaixadas em relação às questões empresariais. “Há dez anos era impensável conseguir reunir oito embaixadores à mesma mesa para discutir questões como o incremento da economia e relações comerciais”, disse aos presentes. Também a secretária-geral da Casa da América Latina, Manuela Júdice, se congratulou com este encontro, o primeiro de outros road show que vão acontecer no resto do país, realçando que, por serem uma célula pequena, conseguem agilizar o processo de colocarem os embaixadores a falar directamente com empresários.Embaixadores desconheciam potencialidades da regiãoQuestionados sobre se, apesar de estarem a viver em Portugal em representação do seu país, conheciam a região do Ribatejo, a maioria dos embaixadores sul-americanos indicou que “existe um grande desconhecimento” da realidade não só do distrito de Santarém como do país. Para Fernando Ayala, embaixador do Chile que já visitou o país de lés a lés, para muitos países da América Latina a Europa termina em Espanha. “Gostaria muito que as empresas do Ribatejo estabelecessem parcerias uma vez que do México à Terra do Fogo as economias estão a crescer”, acentuou. Para Gonzalez Lerner, embaixador de Cuba, o que falta entre Portugal e a América Latina é o conhecimento mútuo. “Às vezes existem tecnologias que se produzem aqui e que nos fazem falta mas que desconhecemos. Penso que deviam divulgar mais isso nas feiras internacionais”, sugeriu. A maioria dos embaixadores considera que ficou mais esclarecida sobre as potencialidades do distrito de Santarém após o visionamento do filme institucional, mostrando-se mesmo impressionados com alguma da informação divulgada.
Empresas do Ribatejo convidadas a estabelecer negócios na América Latina

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