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Maioria socialista perde presidência da Assembleia de Freguesia do Cartaxo

Jorge Nogueira (PSD) foi eleito com pelo menos um voto do PS
Edição de 09.05.2012 | Política
Jorge Nogueira (PSD) foi eleito dia 27 de Abril presidente da Assembleia de Freguesia do Cartaxo, no seguimento da renúncia ao mandato apresentada pelo socialista José Gameiro em Dezembro de 2011, mas a sua eleição ganha destaque pelo facto de aquele órgão ter uma maioria de eleitos do PS (7) face aos eleitos dos partidos da oposição (6).A votação para a mesa da assembleia de freguesia foi feita por voto secreto entre duas listas concorrentes encabeçadas por Jorge Nogueira (PSD) e por Filipe Simões (PS), que até Dezembro foi primeiro secretário da mesa.Depois de uma primeira votação que acabou com empate a seis votos e uma abstenção, a segunda votação deu a vitória à lista composta por membros da oposição, liderada por Jorge Nogueira, tendo Dulce Cruz (PSD) como primeira secretária e Odete Cosme (BE) como segunda secretária.O grupo do PS da assembleia de freguesia é composto por Filipe Simões, Susana Nunes, Faustino da Mata, Vasco Casimiro, Franclim Casqueiro, Rita Monteiro e Ricardo Duarte. Do lado da oposição há quatro eleitos do PSD, Jorge Nogueira, Dulce Cruz, José Augusto de Jesus e Gonçalo Amorim, a par de Odete Cosme (BE) e Joaquim Venâncio (CDU).Com a votação secreta quem assistiu pôs-se a fazer contas e fonte do PS local contactada por O MIRANTE diz que tudo aponta para que tenha sido Rita Monteiro a votar ao lado da oposição. Contactada por O MIRANTE, Rita Monteiro reitera que a votação é secreta, não confirmando que tenha alinhado com a oposição na eleição dos novos membros da mesa da assembleia de freguesia. Recorda que foi eleita como independente pelo PS e que sempre votou, tanto na assembleia municipal como na assembleia de freguesia, conforme dita a sua consciência e os assuntos em causa.“A legislação prevê o voto secreto, houve duas listas candidatas e a democracia funcionou. Tenho ideias e forma própria de pensar”, diz a eleita, acrescentando que nunca lhe foi garantido qualquer lugar de maior destaque na assembleia municipal ou na assembleia de freguesia. Rita Monteiro defende que as pessoas devem aceder aos lugares por mérito e trabalho demonstrado, deixando uma certeza seja em relação a propostas, documentos ou cargos em discussão e votação: “Sempre que surgirem situações de dúvida, é melhor duvidar e não votar a favor”, garante.

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