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Praga de pombos ataca em Salvaterra de Magos

Praga de pombos ataca em Salvaterra de Magos

Proliferação de aves na vila já é motivo de debate político entre autarcas
Edição de 09.05.2012 | Sociedade
A praga de pombos em Salvaterra de Magos é uma realidade e já é motivadora de discussão política. O Largo da Igreja e a Praça da República são apenas duas das zonas onde estas aves se concentram. A presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro (BE), garante que a autarquia está atenta ao problema e tem uma gaiola para capturar aves que vai sendo colocada nas zonas onde as pragas são maiores. O alerta veio da parte dos vereadores socialistas na última reunião camarária. “São certamente muitas centenas os pombos que se encontram abandonados, que vivem em coberturas e no interior de casas mais degradadas e que poluem a vila de Salvaterra de Magos, afectando o património edificado”, apontou Hélder Esménio. Ana Cristina Ribeiro (BE), a presidente da câmara, garante que os serviços de autarquia estão atentos ao problema e têm uma gaiola que vão colocando para capturar os pombos onde as pragas são maiores. “É um problema que vamos seguindo, mas neste momento não temos uma situação dramática que nos obrigue a tomar medidas mais eficazes”. Opinião diferente tem Rui Monteiro, que pertence à Sociedade Columbófila Salvaterrense e tem um pombal a 50 metros do edifício da câmara. O columbófilo garante que neste momento Salvaterra tem “milhares de pombos” e que nada está a ser feito para combater este flagelo. “Temos aqui campos onde se poderiam colocar gaiolas para os apanhar. É uma técnica fácil e barata, mas não vimos qualquer acção por parte da câmara contra este problema. Vai-se agravar ainda mais com o tempo”, assegura. A freguesia de Salvaterra de Magos é neste momento a mais atingida. Mesmo não existindo pessoas a darem alimento, os pombos alimentam-se no campo e reproduzem-se nas casas mais degradadas de Salvaterra. “Não estamos ainda numa situação aflitiva, mas é um assunto que nos tem preocupado cada vez mais”, confirma por sua vez o presidente da Junta de Salvaterra, João Nunes (BE). O certo é que se a autarquia não atacar já o problema, a praga de pombos pode crescer rapidamente. Os pombos são uma fonte de transmissão de doenças a outros animais e ao homem, representando um perigo para a saúde pública. Destaca-se a tuberculose aviária, a criptococose (infecções por fungos), a psitacose (transmitida por via respiratória, por meio da aspiração de poeira contaminada pelos dejectos), entre outras doenças e alergias. Os danos que provocam nas casas onde se alojam também são muitos, desde o entupimento de calhas e algerozes até mais maus cheiros e consequente atracção de insectos e parasitas.Queixas na região contra pombos são comunsAs pragas de pombos são cada vez uma maior preocupação em vários concelhos da região. O concelho de Benavente é um dos mais atingidos tendo a autarquia conseguido capturar no ano passado cerca de 500 aves com o recurso a uma empresa especializada. A Praça da República, a Rua da Quinta Nova e a Urbanização da Ribasor são apenas três das zonas mais afectadas. Em Janeiro de 2011, a praga de pombos na cidade de Torres Novas chegou a ir à assembleia municipal. Em 2008, dezenas de comerciantes do centro histórico de Santarém subscreveram um abaixo-assinado onde reclamavam o controlo da população de pombos nessa zona, problema que se mantém. Em Junho de 2005, já O MIRANTE tinha relatado que os excrementos dos pombos estavam a causar estragos em alguns monumentos do centro histórico de Santarém, como as igrejas do Seminário e de Nossa Senhora da Piedade. Em Abrantes, em Agosto de 2007, afastaram-se os pombos da estátua erguida em memória dos mortos da primeira Grande Guerra, no Jardim da República através de descargas eléctricas. Os residentes da Quinta de São José do Marco, na Castanheira do Ribatejo, queixaram-se em Julho de 2008 dos pombos que habitavam nos telhados dos prédios provocando grandes incómodos e prejuízos.
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