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Um treinador que vive com o andebol ao lado do coração

Um treinador que vive com o andebol ao lado do coração

Há mais de 26 anos que António Nascimento está ligado ao andebol em Benavente

Enquanto assiste a um jogo amigável que decorreu no sábado, 12 de Maio, entre antigos jogadores, treinadores e dirigentes de andebol da Associação Desportiva e Cultural de Benavente (ADCB), António Nascimento não consegue parar quieto no banco. Levanta-se, gesticula, grita para os jogadores, sempre numa pilha de nervos. O andebol é indissociável da sua vida.

Edição de 16.05.2012 | Desporto
António Nascimento, de 47 anos, é uma das relíquias da Associação Desportiva e Cultural de Benavente (ADCB). Está na associação desde o início e vive com o andebol ao lado do coração. Foi jogador, dirigente e agora dedica-se a treinar os escalões de bambis e minis. No sábado de manhã, 12 de Maio, foi o treinador de bancada dos jogos que decorreram entre antigos jogadores, treinadores e dirigentes de andebol do ADCB.É ainda do tempo em que o andebol era uma secção autónoma do Grupo Desportivo de Benavente (GDB), antes de ter ajudado a criar a ADCB em 1986. António Nascimento acompanha desde sempre o clube que ajudou a criar e vive o andebol com tanta paixão que mesmo num jogo amigável entre antigos jogadores, treinadores e dirigentes do clube, gritava para o campo como se estivesse a ser disputada a final do campeonato nacional. Empregado fabril, o tempo livre é todo dedicado ao andebol e garante que a mente também está sempre a pensar na modalidade. Só treina os escalões de bambis e minis. “São as idades que me despertam mais interesse. Vê-los a dar os primeiros passos e já andarem atrás da bola. Os quadros competitivos depois são uma aberração e deixam-me mais stressado”, revela. Deixa os meninos de 3 e 4 anos brincarem livremente. Com os de 5 e 6 anos já é mais exigente e confessa que de vez em quando lá sai um grito. Nota que existem cada vez mais pais a levarem as crianças ao andebol, mas quando olha para o passado encontra muitas diferenças. “Hoje em dia os pais dão atenção excessiva às crianças e depois quando vêm para aqui acabam por ter um choque porque são todos tratados de igual”, explica. Tem pena de não ver os jovens de agora a lutar pelo clube como antigamente. No seu tempo, toda a gente trabalhava para angariar dinheiro para o ADCB. Gostava de ter uma equipa feminina de andebol, mas garante que quando chegam aos escalões de iniciados ou de juvenis acabam por abandonar a modalidade. “Onde existir andebol, eu vou estar sempre presente”, conclui. Encontro juntou uma centena de antigos jogadores, treinadores e dirigentesA 12ª edição do encontro de antigos jogadores, treinadores e dirigentes do andebol de Benavente contou com a presença de cerca de 100 pessoas, no pavilhão da Escola Secundária de Benavente.Lúcia David, de 44 anos, esteve na bancada a assistir a um jogo das antigas companheiras de equipa. Jogou dos 14 aos 20 no ADCB. Recorda-se das matinés que os jogadores realizavam para poderem comprar equipamentos e bolas. “Levávamos a direcção atrás. Os jovens agora tem de ser puxados”, repara. Também Lúcia Moura, de 44 anos, se recorda do tempo em que não existiam muitas actividades em Benavente e toda a gente ia parar ao andebol. Hoje grande parte das suas amizades continuam a passar pelos tempos de andebol. O presidente do ADCB, Jorge Lobato, destaca o estado de espírito de um clube que se prolonga ao longo do tempo. “Temos tido uma evolução muito boa. O nosso torneio atingiu um nível muito elevado e temos as nossas equipas a participarem em campeonatos nacionais com bons resultados”, aponta.
Um treinador que vive com o andebol ao lado do coração

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