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Não nos incomodem porque estamos em Ascensão

Crise abolida na Chamusca até ao dia 9 de Maio
Edição de 16.05.2012 | Especial Ascensão
O jovem estudante universitário preparou tudo para não pôr os pés nas aulas durante a semana da Ascensão. “Adeus Lisboa, olá Chamusca”. Quando entra no estabelecimento comercial da mãe e dá de caras com o cartaz da festa, confessa em voz alta e sem vergonha. “Só de olhar para ele fiquei com os pelos dos braços arrepiados”. As clientes acenam com a cabeça e sorriem cúmplices. A sensação é comum. A electricidade atravessa toda a gente da vila. Novos e velhos. Crianças, adolescentes, quarentões eternamente jovens e seniores que voltam atrás no tempo até 19 de Maio que é quando a festa acaba e as dores reumáticas regressam.Não há troika. Não há crise. Não há cortes nos subsídios nem redução de vencimentos. Uma semana livre de preocupações. Sem horários. Sem regras. A câmara dá tolerância de ponto. Há empresas que fecham na sexta-feira porque trabalhar na Ascensão é uma violência que nem alguns patrões suportam. Uma festa é popular quando o povo a sente como fazendo parte de si mesmo. Tirar a festa a alguém da Chamusca é o mesmo que lhe extrair um órgão ou amputar um membro. As generalizações são abusivas. Não se deve escrever assim. Falar em toda a gente é um exagero. É claro que há pessoas da Chamusca que não gostam da Semana da Ascensão. Que preferem ficar a carpir a crise. Parece incrível mas é verdade. Mas também, quem quer saber delas???!!!

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