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O ramo de papoilas e espigas que dá sorte e fartura o ano inteiro

Edição de 16.05.2012 | Especial Ascensão
Na Chamusca não vai muita gente ao campo apanhar a espiga na Quinta-Feira da Ascensão. A explicação é simples: trata-se de uma actividade matinal e às 07h30 da manhã de um feriado não apetece sair da cama, principalmente se a noite anterior foi de divertimento até às tantas. Além disso, algumas horas depois começa a romaria para a rua Direita de S. Pedro para assistir à entrada dos toiros. Mesmo assim há quem cumpra o ritual. Três espigas de trigo (ou cevada ou centeio), três malmequeres amarelos ou brancos, três papoilas, um ramo de oliveira em flor, uma esgalha de videira com cacho em formação e um pé de alecrim ou rosmaninho. Juntam-se todos os “ingredientes”, atam-se com um cordel ou fio de ráfia e está feito o ramo da espiga que, em casa, virado para baixo, fica de um ano para o outro para dar sorte e fartura. A espiga simboliza o pão, para que nunca falte comida no lar, os ramos de oliveira a paz, tal como a pomba da paz que carrega no bico uma folha de oliveira, e a videira vinho e alegria. As flores, essas, têm um significado conforme sua cor: malmequer é ouro e prata (riqueza), papoila, amor e vida e o alecrim, saúde e força.

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