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Eleições no CDS distrital trazem à tona divergências internas

O principal rosto do partido na região na última década, Herculano Gonçalves, cortou a sua cumplicidade política com a actual líder distrital Margarida Netto a quem acusa de “inércia” e “prepotência”.

Edição de 16.05.2012 | Política
A distrital de Santarém do CDS vai a votos no dia 26 de Maio e, para já, há um dado relevante: o actual presidente da assembleia distrital, Herculano Gonçalves, rompeu a cumplicidade política que manteve durante muitos anos com a actual presidente da comissão política e deputada, Margarida Netto, que lhe sucedeu no cargo. “O CDS não tem actividade política, muitas sedes fecharam”, sintetiza Herculano Gonçalves que, durante a década passada, foi o rosto do partido na região. Por isso, o mais provável é que o político de Alcanena vá integrar, como candidato à mesa da assembleia distrital, a lista de Vasco Matafome, um militante de Abrantes.Herculano Gonçalves confessa-se desiludido com a liderança distrital de Margarida Netto, durante muito tempo a sua número dois, acusando-a de “inércia” e de “prepotência” no relacionamento com os militantes. Considera que a actual presidente “não tem perfil nem condições” para continuar a exercer a liderança, pelo que, perante esse quadro, nunca poderia integrar a sua lista.O ex-deputado e actual eleito do CDS na Assembleia Municipal de Tomar afirma que lhe chegam com regularidade “queixas” sobre a actuação de Margarida Netto, até como deputada, e entende que é preciso dar novo rumo ao partido na região para que este volte a ter visibilidade perante a opinião pública. “Se ela como deputada faz trabalho, pelo menos ele não chega às pessoas”, diz Herculano Gonçalves.O MIRANTE contactou a deputada Margarida Netto, militante em Benavente, que preferiu não se alongar em considerações sobre as acusações de que é alvo. “Tenho muito respeito pelo partido e pelos seus militantes e, como tal, não comento uma matéria que é do foro interno do CDS. Só posso lamentar, que alguém entenda fazer campanha pela negativa na praça pública”.

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