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Câmara de Santarém aprova mega-agrupamentos propostos pela Direcção Regional de Educação

Câmara de Santarém aprova mega-agrupamentos propostos pela Direcção Regional de Educação

Agrupamentos de Pernes e Alcanede fundem-se num só com direcção do segundo, enquanto o Agrupamento D. João II, em Santarém, é agregado à Escola Secundária Sá da Bandeira. Maioria PSD aprovou parecer com voto contra do PS.

Edição de 16.05.2012 | Sociedade
A Câmara de Santarém aprovou por maioria a criação do agrupamento de escolas Alcanede-Pernes, resultante da fusão destes dois agrupamentos, e do mega-agrupamento com sede na Escola Secundária Sá da Bandeira, que agrega o agrupamento D. João II. Os vereadores do PSD aprovaram a proposta de parecer que a autarquia vai remeter à Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT), tendo o vereador do PS presente, António Carmo, votado contra a criação do agrupamento Alcanede-Pernes. Sendo professor do quadro do Agrupamento D. João II, António Carmo declarou-se também contra essa fusão mas não votou a matéria.Relativamente ao mega-agrupamento Alcanede-Pernes, com a direcção a ficar na localidade mais a norte do concelho, António Carmo justifica o voto contra com a ausência de uma proposta coerente de projecto educativo. Lembrou que o conselho municipal de educação não foi chamado a pronunciar-se e que não existe uma articulação entre I, II e III ciclos de ensino com o ensino secundário. “Mais valia agregar os dois agrupamentos a duas escolas secundárias e ter dois mega-agrupamentos. A criação deste agrupamento de 1500 alunos não tem ainda justificação de proximidade geográfica porque existe maior proximidade de Pernes a Santarém devido à qualidade das acessibilidades. Vai implicar a deslocação de professores até Alcanede, para onde não existem transportes públicos desde Pernes”, exemplificou.A constituição desse agrupamento, recorde-se, é contestada pela comunidade escolar de Pernes e pelos órgãos autárquicos locais.A vereadora da Educação, Luísa Féria (PSD), justificou que existiram conversas com os directores dos agrupamentos e admitiu que o desenho proposto pela DRELVT segue o alinhamento da lei territorial autárquica para o concelho de Santarém. “Os agrupamentos não chegaram a acordo e a DREL decidiu. Não acho que professores e alunos fiquem isolados. Alcanede pretende manter uma secretaria de serviços mínimos em Pernes, para evitar deslocações, e colocar professores o mais perto possível das suas áreas de residência”, realçou a vereadora.No que respeita ao mega-agrupamento Escola Secundária Sá da Bandeira- D. João II, com sede na primeira, António Carmo recordou que o Agrupamento D. João II preferia agregar-se ao Agrupamento Alexandre Herculano e que, em caso de o ter de fazer com a Escola Sá da Bandeira, deve ser apenas no ano lectivo 2013-2014, para ter tempo para preparar o seu projecto educativo. Luísa Féria lembrou que aquele agrupamento sabia há um ano o que estava em causa e teve tempo para agir sem que a proposta tivesse sido imposta pela DREL.“Não temos nada a ver com Alcanede”Presentes na reunião, realizada na tarde de sexta-feira, responsáveis de Pernes não esconderam a sua decepção com a decisão camarária. Para a presidente da junta de freguesia, Salomé Vieira (CDU), deviam ter sido estudadas alternativas e deu a entender que, na decisão de constituir o agrupamento, Pernes serviu como “tábua de salvação” para Santarém não vir a perder o agrupamento de escolas de Alcanede para Rio Maior, de quem a localidade está mais próxima. Salomé Vieira lembrou ainda que existe uma maior afinidade de Pernes com Santarém e inclusivamente com Alcanena do que com Alcanede. “Não temos nada a ver com Alcanede. Esta agregação vem numa altura em que se discute a reorganização administrativa territorial e está-se a misturar tudo, é lançar achas para a fogueira”, comentou no final da reunião.O presidente do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Pernes, Luís Emílio Duarte, lamentou que a decisão da câmara tenha ido a reboque da posição de DREL, aprovando uma estrutura “sem projecto educativo coerente e sem ter em contas as acessibilidades existentes”.
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