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Dezasseis cantinas sociais servem 65 refeições diárias em cinco municípios da região

Coruche, Entroncamento, Ourém, Santarém e Tomar são os primeiros concelhos da região contemplados.

Edição de 16.05.2012 | Sociedade
Dezasseis instituições de cinco municípios do distrito de Santarém vão ser as primeiras da região a disponibilizar, nas suas cantinas, duas refeições diárias a 65 pessoas carenciadas durante o quadro de crise que se atravessa. Os protocolos do Programa de Emergência Alimentar foram assinados sexta-feira, no salão nobre do antigo edifício do Governo Civil, em Santarém, pelo ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, pelo director distrital da Segurança Social, Tiago Leite, e pelos 16 representantes legais das instituições.A Segurança Social compromete-se a apoiar as entidades envolvidas em 2,5 euros por refeição, num esforço inicial de 468 mil euros. Até final do mês deverão ser assinados protocolos com mais instituições da região. A nível nacional a Segurança Social prevê apoiar 900 cantinas num investimento global de 50 milhões de euros. Aproveitar as instalações existentes e a experiências das associações e entidades na confecção de refeições, assim como na assistência aos mais carenciados, é a palavra de ordem.Em Ourém, o Centro Social do Olival, no noroeste do concelho, vai cobrir cinco ou seis freguesias. “Vamos ter de delegar trabalho com instituições desses locais devido à distância que existe. Penso que vamos ocupar todas as refeições, há novas realidades de pobreza e vamos tentar rentabilizar o nosso trabalho”, refere o presidente do Centro, Armando Neto.A Misericórdia de Santarém detém grande experiência no apoio aos mais desfavorecidos. Para o provedor da instituição, Mário Rebelo, trata-se de mais um desafio em mãos. A Misericórdia serve diariamente 1750 refeições nas suas valências, sendo mais 65 irrelevantes para o trabalho da cozinha central da instituição. “Na outra sala que temos disponibilizada para apoio aos sem abrigo já servimos 80 almoços e 60 jantares”, exemplifica.Em Coruche, 14 pessoas carenciadas são apoiadas em alimentação gratuita pela Conferência das Obras Assistenciais de S. Vicente de Paulo - Casa de Nossa Senhora do Castelo, uma das duas instituições de Coruche contempladas. Para a sua presidente Maria Laura Potier o ideal será dispor de mais 45 refeições. “Iremos verificar o apoio de voluntariado que dispomos para saber se podemos servir as 65 refeições como pretendem”, afirmou a O MIRANTE a dirigente.Pedro Mota Soares lembrou que o período de apoio será transitório, até o país conseguir voltar a crescer para gerar riqueza e empregos. Disse ainda que as pessoas carenciadas que recorram às refeições tanto as podem tomar nos instalações como levar a comida para casa. Dia 28 o ministro deverá voltar à região para assinar mais protocolos, informou o director da Segurança Social de Santarém.As 16 entidades que vão servir refeiçõesForam assinados protocolos com as seguintes instituições: Conferência das Obras Assistenciais de S. Vicente de Paulo - Casa de Nossa Senhora do Castelo e Associação de Solidariedade Social da Fajarda (Coruche); Associação dos Lares Ferroviários e Centro de Ensino e Recuperação do Entroncamento (Entroncamento); Centro de Apoio Social do Olival, Centro Social Paroquial da Freixianda, Fundação Dr. Agostinho Albano de Almeida e Associação de Pais e Encarregados de Educação de Fátima (Ourém); Santa Casa da Misericórdia de Santarém, Centro Social Interparoquial de Santarém, Associação para o Desenvolvimento Comunitário e Social de Santarém, APPACDM de Santarém e Centro de Bem-estar Social de Vale de Santarém (Santarém); Centro Social Nª Sra. da Conceição de Paialvo, Centro de Assistência Social das Olalhas e Associação C. R. e Social da Venda Nova (Tomar).

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