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Morreu o antigo bandarilheiro Etelvino Laureano

Edição de 16.05.2012 | Sociedade
O funeral do antigo bandarilheiro Etelvino Laureano, radicado há várias décadas em Azambuja, realizou-se na manhã de 10 de Maio, quinta-feira, em Azambuja para o cemitério da vila. Etelvino Laureano faleceu na terça-feira, 8 de Maio, aos 88 anos, no Hospital de Vila Franca de Xira. Há já algumas semanas que estava internado no lar da Santa Casa da Misericórdia de Azambuja. O MIRANTE entrevistou em Julho de 2008 o toureiro a quem um toiro malhado matou a alma numa tarde de sol em Espanha. Etelvino Laureano nasceu em Mira de Aire mas foi perfilhado por Azambuja onde chegou aos seis anos. Os pais vieram para a Quinta Curral do Boi, a seis quilómetros de Azambuja. Aprendeu a tourear no sector 1 do Campo Pequeno, em Lisboa.Foi aprendiz de mecânico e depois de matador de toiros. No dia 19 Março de 1948 a lide de um toiro malhado pôs um fim na sua carreira de matador. “Não senti a cornada. Por isso muita gente diz que o toiro de lide não sente a estocada porque está em luta. Vieram em meu socorro. Eu dizia «deixem-me». Ia para agarrar a muleta. Os bandarilheiros a agarrar-me e o moço de espadas com o garrote para pôr na perna. Depois vi a sapatilha cheia de sangue (…) Há quem reaja bem. Eu não reagi. O toureiro não se pode lembrar da cornada. Tive mais algumas corridas, pensei e disse para o meu apoderado: «Não arranje mais corridas para o ano que já não toureio. Vou para bandarilheiro». Além de toureiro, foi taxista e acabou por dedicar-se à lavoura. Aos 84 anos, à data da entrevista, ainda era agricultor nas horas vagas.

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