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Queda de avião que vitimou dois jovens pode ter sido causada por interferência do passageiro

Queda de avião que vitimou dois jovens pode ter sido causada por interferência do passageiro

Edição de 16.05.2012 | Sociedade
A interferência do passageiro no controlo do avião que caiu no campo de voo de Santo Estêvão, Benavente, provocando a morte deste e do piloto, pode ter contribuído para o trágico acidente no dia 3 de Abril. Esta possibilidade surge no relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronave (GPIAA), que está a investigar o caso. “Aguarda-se uma análise microscópica das fracturas dos ‘manches’ e do tubo de torque do comando de profundidade (instrumentos que fazem o avião subir, descer e virar) para procurar determinar da probabilidade de interferência do passageiro no controlo da aeronave e tentar compreender as circunstâncias que levaram ao acidente”, refere o relatório.O GPIAA está a avaliar todas as circunstâncias e o relatório refere ainda que “apesar de calcinado era possível notar a fractura do trem de aterragem com as duas pernas principais abertas para o exterior. Pelo aspecto das fracturas é de concluir que estas foram provocadas antes do incêndio”. O gabinete apurou que o acidente ocorreu na quarta descolagem que o piloto Pedro Gonçalves, efectuou com o amigo Gonçalo. “Quando a aeronave passou sobre o fim da pista, sensivelmente a 150 pés de altura, os espectadores que estavam no aeródromo viram a aeronave meter a asa direita em baixo, desaparecer por detrás de uns arbustos e logo de seguida ouviram um estrondo característico de embate com o solo”.Pedro Gonçalves, 21 anos, de Oeiras, possuía licença de ultraleves e de piloto comercial. Gonçalo Baptista, 18 anos, da Ilha de São Miguel, Açores, não possuía qualquer registo ou experiência de voo. O acidente, recorde-se, ocorreu por volta das 17h30, quando o piloto andava a treinar uma técnica de voo que consiste em aterrar e sem parar voltar a levantar voo. Foi quando numa destas manobras, com o avião a subir, que este caiu a cerca de 100 metros da pista. O avião despenhou-se na terceira vez que fazia a manobra com o passageiro Gonçalo. Antes tinha feito o mesmo por quatro vezes com outro passageiro. Após a queda a aeronave explodiu e os dois morreram carbonizados.Recorde-se que esta foi a segunda vez que o campo de voo de Santo Estêvão regista um acidente mortal. Em Julho 2003 dois tripulantes de um ultraleve morreram na queda do aparelho. Em Dezembro do mesmo ano também se registou a queda de um outro avião, perto do campo de voo, mas os dois tripulantes apenas sofreram ferimentos ligeiros.
Queda de avião que vitimou dois jovens pode ter sido causada por interferência do passageiro

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