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Desbloqueado processo para construção da biblioteca modelo de Vila Franca

Aprovada à segunda tentativa alteração orçamental para permitir a obra
Edição de 23.05.2012 | Política
À segunda tentativa foi aprovada a biblioteca modelo de Vila Franca de Xira, orçada em 5,6 milhões de euros. O projecto foi viabilizado pela Coligação Novo Rumo, liderada pelo PSD, que tinha levantado reservas mas que acabou por dar o seu voto favorável, ao contrário dos três vereadores da CDU que mantiveram a sua posição contra. A presidente da câmara, Maria da Luz Rosinha (PS), tinha levado em Abril a proposta de alteração orçamental para permitir a construção da biblioteca. Mas na altura a oposição, em maioria no executivo, levantou dúvidas e a presidente acabou por retirar o ponto da ordem de trabalhos, apresentando-a agora na última reunião do executivo com esclarecimentos a algumas questões levantadas pelos vereadores da coligação e da CDU. O social-democrata João de Carvalho, que já exerceu o cargo de vereador com pelouros, disse não gostar da forma unilateral e individual como a gestão de Maria da Luz Rosinha (PS) tratou todo o assunto mas admitiu que a biblioteca vai além da política. “Verificamos que estamos perante uma amálgama de interesses e compromissos que não podem ser conduzidos tão imprudentemente como têm sido conduzidos até à data. Mas este é um investimento que pode dar uma grande contribuição à qualidade de vida, inclusão e progresso cultural e económico do nosso município”, justificou.Os comunistas foram os primeiros a sugerir a construção de uma biblioteca naquele local, na antiga fábrica do arroz, mas não concordam com a dimensão da mesma, considerando-a “megalómana”. A CDU diz não concordar também com as mais-valias que o grupo construtor Obriverca, proprietário do terreno, irá encaixar nas décadas vindouras, que pelas contas dos comunistas rondará os 10 milhões de euros. Recorde-se que a Obriverca pretende construir naquela unidade industrial um edifício com habitação, lojas e esplanadas.Este processo foi desbloqueado numa altura em que se estava a esgotar o prazo para candidatar a obra a fundos comunitários. A construção tem que se iniciar a meio do ano que vem. A biblioteca, que terá sete pisos e zonas panorâmicas para o rio, vai aproveitar o local onde estão os silos da velha fábrica de descasque de arroz, na zona ribeirinha da cidade. Tal como está pensada, será uma das mais modernas do país, com características que apenas se encontram em algumas bibliotecas de Londres e Nova Iorque.

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