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Água contaminada em Alvega obriga a abastecimento pelos bombeiros

Água contaminada em Alvega obriga a abastecimento pelos bombeiros

A situação obriga a que a população se concentre a determinada hora num dado local, para se abastecer de água potável a partir do autotanque.

Edição de 23.05.2012 | Sociedade
Na segunda-feira, 21 Maio, às 16h30, o autotanque dos Bombeiros Municipais de Abrantes pára na pequena localidade de Areia de Cima, Alvega, concelho de Abrantes. À espera do bombeiro João Daniel, que conduz a viatura, já estão várias pessoas, com garrafões vazios. “Uma pessoa agora até convive mais. Passávamos dias sem nos vermos, agora sempre dá para pôr a conversa em dia”, diz Cristina Calado a rir, após ter acabado de encher quatro garrafões. O autotanque está munido com seis torneiras, agilizando o processo de abastecimento. Nas primeiras saídas, existia apenas uma saída de água, o que provocava filas e gerava críticas. Foi a 14 de Maio que a Câmara de Abrantes alertou a população de Alvega para se abster de consumir ou cozinhar com água da rede pública depois de análises terem detectado níveis elevados de alumínio. A solução, desde essa altura, passa pelos bombeiros que abastecem as cerca de dois mil residentes na freguesia com recurso a um autotanque com capacidade para 15 mil litros de água.O destino da água é, sobretudo, para a confecção de refeições já que muitos optam por comprar água engarrafada para beber. Mas também há quem a vá buscar à Fonte dos Namorados, nas Mouriscas, garantindo que não há melhor. De manhã, o auto tanque abastece a escola e o centro de dia de Alvega bem como a população da sede de freguesia e a localidade de Tubaral. De tarde, pára nas restantes localidades. O autotanque fornece ainda a Panificadora Ariense, em Casa Branca, na EN118, para que esta possa laborar durante a noite. Quem está a trabalhar não tem outro remédio senão pedir ao vizinho que faça o favor de encher um garrafão por si. Enquanto esperam, os habitantes aproveitam para colocar a conversa em dia e até reencontrar velhos conhecidos. “Já falei mais vezes esta semana com os meus vizinhos do que no último ano. Acaba por ser o nosso ponto de encontro”, diz Maria Emília, de Areia de Baixo. Mas nem todos aceitam bem a situação. É o caso de Vicente Lourenço, morador em Areia de Baixo. “É a maior vergonha de todos os tempos. Não temos outro remédio senão vergar a mola”, desabafa enquanto enche os garrafões. Situação vai durar um mês“O tipo de captação, de pequena profundidade, aliada às variações bruscas de temperatura ocorridas nos últimos dias, deixam em suspensão este componente que é prejudicial à saúde”, disse a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque. A situação deve prolongar-se por mais um mês, até que a construção de uma conduta a uma fonte segura de abastecimento fique concluída.
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