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Explosões ao longo dos anos na fábrica de pirotecnia de Torres Novas já provocaram cinco mortos

Explosões ao longo dos anos na fábrica de pirotecnia de Torres Novas já provocaram cinco mortos

Entidades responsáveis nunca tornaram públicas as causas das diversas explosões

O trabalhador da Martins & Martins que sofreu queimaduras graves na explosão de 15 de Maio acabou por falecer esta terça-feira na Unidade de Queimados do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Edição de 23.05.2012 | Sociedade
A explosão verificada no dia 15 de Maio pelas 16h30 na fábrica de pirotecnia Martins & Martins, em Torres Novas, da qual resultou um morto, é o terceiro acidente do género ocorrido no local desde 1997. Júlio Ribeiro Fernandes, 39 anos, faleceu esta terça-feira na Unidade de Queimados do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra na sequência das queimaduras que sofreu em 80 por cento do corpo. O trágico balanço dos acidentes registados naquela indústria é de cinco mortos e dois feridos.Em 14 de Julho de 1997, morreram no local Ana Maria Coelho de 33 anos e Adelino de Jesus de 58 anos, que se encontravam a manusear pólvora. Dois outros trabalhadores ficaram feridos na sequência das três explosões que destruíram por completo parte da fábrica situada no bairro de S. Domingos. A primeira explosão foi ouvida por volta da mesma hora da que ocorreu na passada semana, pelas 16h30. Pessoas que moravam na vizinhança disseram a O MIRANTE que já se tinham verificado explosões em anos anteriores mas sem tanta gravidade.Três anos depois, em Abril de 2000, uma sexta-feira, por volta das duas da tarde, Filomena Maria Antunes Lucas de 30 anos e José Joaquim Conceição Inácio Pernes Romão, de 39 anos, morreram na sequência de um incêndio e uma explosão no edifício onde procediam à moagem de produtos para fabrico de pólvora. A O MIRANTE o director técnico da empresa, Rui Martins disse que os vinte trabalhadores que tinha ao seu serviço tinham a consciência que trabalhavam num sector de risco e que isso não as impedia de trabalhar. “Os operários sentem-se seguros. A prova é que tenho funcionários a trabalharem aqui há mais de 20 anos. Quando tivemos o outro acidente (1997) houve uma pessoa que se despediu mas passados seis meses voltou à empresa”, afirmou.Num caso como noutro as entidades a quem compete fiscalizar ocorrências do género não divulgaram o resultado dos respectivos inquéritos.
Explosões ao longo dos anos na fábrica de pirotecnia de Torres Novas já provocaram cinco mortos

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