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Não existe garantia de construção do viaduto de Santana

Câmara do Cartaxo está insatisfeita com o impasse e aponta o dedo ao Governo
Edição de 23.05.2012 | Sociedade
A construção do viaduto de Santana sobre a linha do Norte no concelho do Cartaxo não está garantida apesar de em Janeiro último o município ter avançado com a adjudicação da empreitada. A obra estava incluída no chamado Plano de Compensações da Ota de que o actual Governo tem vindo a abdicar e o presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Varanda (PS), admite que nas próximas semanas devem ser feitos ajustamentos e tomadas posições. “Há quatro meses que tentamos reunir com o secretário de Estado as Obras Públicas sem sucesso. Está adjudicada obra, ainda sem saber com o que vamos contar”, refere o autarca. Paulo Varanda diz esperar, ainda assim, que os constrangimentos financeiros do país não interfiram negativamente na empreitada e que Refer e Estradas de Portugal (EP) cumpram a sua parte do protocolo. “Da nossa parte vamos exigir que seja cumprido”, conclui o autarca.A empreitada de construção do viaduto de Santana foi adjudicada à empresa Britolar por 5,098 milhões de euros mais IVA, tendo sido aprovada por unanimidade pelo executivo em Janeiro último, cerca de um milhão de euros abaixo do preço base lançado a concurso.O protocolo acordado entre a autarquia, a Refer e a Estradas de Portugal (EP) foi assinado em Julho de 2009. Ficou definido que a câmara suporta 13 por cento do valor da obra, na altura cerca de 800 mil euros dos 6,1 milhões de euros inicialmente previstos. Montante a reajustar ao novo preço da empreitada. A restante verba seria suportada por Refer e EP. O projecto prevê que se faça o atravessamento da linha do Norte por viaduto para Valada e para o Vale de Santarém, com o objectivo de suprimir a passagem de nível automática, sem guarda. Uma infra-estrutura idêntica à que existe na Ponte do Reguengo, de ligação entre Vale da Pedra e Valada. A construção da passagem superior à linha do Norte vai possibilitar ainda que o trânsito circule sem problemas relacionados com cheias já que a estrada vai ser elevada até ao Caminho de Meias, onde existe um dique.O MIRANTE contactou, via e-mail, a Secretaria de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, para obter mais esclarecimentos sobre o assunto, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.

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