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Chamusca tem o orçamento mais reduzido das últimas décadas

Edição de 02.01.2013 | Política
A Assembleia Municipal da Chamusca aprovou por unanimidade, na reunião de 27 de Dezembro, o orçamento do município para 2013 e os restantes documentos apresentados pelo executivo da câmara municipal. A curiosidade residiu apenas no facto dos documentos terem sido aprovados por unanimidade, uma situação de que ninguém se recorda de ter acontecido em anos anteriores.Segundo o presidente da câmara, Sérgio Carrinho (CDU), a unanimidade ficou a dever-se ao facto de ser um orçamento de grandes dificuldades e enquadrado pelo PAEL - Programa de Apoio à Economia Local, onde a autarquia se compromete a regras mais eficazes de gestão. “Foi um orçamento elaborado com o contributo de todos os eleitos nos vários órgãos autárquicos do concelho, fizemos reuniões com todas as juntas de freguesia e com algumas instituições e todos aceitaram que é necessário continuar a fazer uma grande contenção nos investimentos”, disse o presidente.O orçamento é orientado sobretudo para o pagamento de dívidas. Os investimentos baseiam-se sobretudo nas prioridades acordadas com as juntas de freguesia e na concretização das candidaturas ao QREN e PRODER, Eco Parque do Relvão, lares da terceira idade da Carregueira, Parreira, Vale de Cavalos e Chouto e ainda na requalificação das escolas da Chamusca, Chouto, Ulme e Carregueira.Segundo os documentos apresentados, trata-se do orçamento mais reduzido das últimas décadas. Só a redução de 2012 para 2013 cifra-se em cerca de 25,8 por cento, daí o apelo à compreensão do esforço que terá de ser feito para a sua execução. A situação é ainda agravada pelo facto do município ter depositado esperança e eficácia num PAEL a liquidar a oito anos e não a 14 anos como aconteceu na grande maioria dos municípios portugueses. Apesar de todas estas condicionantes, foi necessário recorrer a um empolamento orçamental de cerca um milhão e 200 mil euros, para poder ser eventualmente possível executar na totalidade as intervenções programadas. “Também aqui o PAEL a oito anos em vez do PAEL a 14 anos tem um contributo determinante, obrigando a este empolamento baseado na venda extraordinária de património, principalmente de terrenos da autarquia”, disse o presidente.Destacado por todas as bancadas da assembleia foi o esforço feito por todos os autarcas do concelho que, trabalhando em conjunto, conseguiram fazer uma gestão que levou a que o executivo da câmara municipal conseguisse diminuir a dívida do município de cerca de 14 milhões de euros em 2009 para cerca de oito milhões de euros na actualidade.

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