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Mais de metade do orçamento da Câmara do Cartaxo é para pagar dívida

Mais de metade do orçamento da Câmara do Cartaxo é para pagar dívida

Presidente Paulo Varanda fala do “reequilíbrio financeiro” das contas do município
Edição de 02.01.2013 | Política
Sessenta por cento do orçamento da Câmara Municipal do Cartaxo para 2013, que no total ronda os 72 milhões de euros, vai servir para pagar dívida do município. Trata-se de dinheiro do PAEL - Programa de Apoio à Economia Local (17,7 milhões) e do Plano de Reequilíbrio Financeiro (27 milhões) que funcionam como empréstimos. Na prática, tirando o dinheiro emprestado e os fundos comunitários, o orçamento corresponde a cerca de 21 milhões. “É o que temos concretamente para a gestão do ano que se aproxima. Um terço do ano passado. É o orçamento possível que não deixa de dar apoio às colectividades e forças vivas”, resume o presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Varanda (PS). O autarca descreve o orçamento como um passo para atingir o reequilíbrio financeiro do município. “Este é um orçamento para atingir a estabilidade”, assegura.Apenas uma pequena parte do orçamento será canalizada para investimento. A prioridade do município será dar continuidade a obras comparticipadas por fundos comunitários. A câmara adiantará cerca de 900 mil euros para investimentos que correspondem a cerca de oito milhões de euros. Trata-se da construção da Escola Básica 2/3 Cartaxo/Vila Chã de Ourique, orçada em cinco milhões de euros, mobilidade, rede viária, beneficiação de caminhos e arruamentos no concelho e ainda a infra-estruturação do Valley Park que ronda os 2,2 milhões de euros. “São compromissos que já estavam anteriormente assumidos e que trazemos para o terreno não os perdendo”, analisa.As grandes opções do plano e orçamento foram aprovados na sessão da Assembleia Municipal do Cartaxo, que decorreu na quinta-feira, 27 de Dezembro, nos paços do concelho, pela maioria socialista com os votos contra do PSD, CDU e Bloco de Esquerda.O PSD, pela voz de Vasco Cunha, considera que tanto o PAEL como o reequilíbrio financeiro representam encargos financeiros para os próximos 20 anos que só podem responsabilizar uma única força política do concelho, o PS, que “ao longo de 40 anos dirigiu os destinos políticos” e é responsável pela despesa no concelho do Cartaxo. Os social-democratas acreditam que nem a ajuda externa será suficiente para resolver o desequilíbrio das contas do município. O deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Mendonça, considerou que Paulo Varanda não se pode demitir das responsabilidades que teve no passado como vice-presidente da câmara, fazendo a câmara chegar à situação que chegou, já que não nasceu de “geração espontânea”. A CDU votou contra argumentando apenas que este é “o orçamento do PS”.
Mais de metade do orçamento da Câmara do Cartaxo é para pagar dívida

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