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Paulo Fonseca quer recandidatar-se à Câmara de Ourém e ataca opositores

O autarca garante que os ataques “difamatórios” de que diz ser alvo lhe dão alento e garante ter conhecimento que a campanha “difamatória” contra si vai “incrementar-se” e tomar formas de “delinquência” jamais conhecidas.

Edição de 02.01.2013 | Política
O presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca (PS), apresentou a sua disponibilidade oficial para se recandidatar ao cargo que ocupa desde 2009. A informação foi avançada na última sessão da assembleia municipal, onde estava presente o seu amigo, deputado municipal e presidente da distrital do PS de Santarém, António Gameiro. A sua disponibilidade foi manifestada após apresentar uma declaração pessoal onde se insurgiu contra aquilo que diz ser uma campanha “difamatória” de que tem sido alvo, por parte dos seus opositores, desde que assumiu a presidência do município. O autarca garante que as criticas e os ataques, “cuja origem são bem conhecidos”, têm contribuído para lhe dar alento nos momentos de maior dificuldade para enfrentar a situação em que “deixaram” a câmara municipal, referindo-se ao PSD que governou a autarquia até 2009. Fonseca afirma também que quem desempenha funções públicas “desta natureza” sempre precisa do estímulo dos amigos mas também da evidência de carácter de alguns adversários para recordar “permanentemente” que é necessário continuar a fazer o caminho “em nome da nossa terra”. “É necessário libertar a nossa terra para que alguns não voltem a tê-la nas mãos e não moldem o seu futuro nas suas formas de iniquidade mesquinha e perversa”, justificou acrescentando que tem conhecimento que a campanha “difamatória” vai “incrementar-se” e vai tomar formas de “delinquência” jamais conhecidas.Apesar das críticas ferozes de Fonseca aos seus “opositores”, foram vários os deputados municipais da oposição eleitos pelo PSD que se solidarizaram com o autarca e afirmaram que estão na assembleia municipal para avaliar o seu desempenho autárquico e não os seus assuntos pessoais. Nem O MIRANTE escapa às críticasTambém o jornal O MIRANTE foi visado nas críticas de Paulo Fonseca. O autarca acusa o semanário de “alimentar” tal campanha afirmando tratar-se de difamação estratégica que fere “brutalmente” a democracia e o Estado de direito. Paulo Fonseca refere-se às notícias publicadas recentemente sobre a penhora do seu vencimento há mais de um ano por causa de um empréstimo que não foi pago. Em causa estão 40 mil euros de dívida a um banco na sequência de um empréstimo em que Paulo Fonseca foi avalista de uma empresa de que foi sócio. Com juros e despesas do processo, que foram fixadas provisoriamente pela agente de execução, o montante já vai em 47.500 euros.A outra notícia a que Paulo Fonseca se refere está relacionada com o facto da autarquia, desde que Fonseca tomou posse, em 2009, ter entregue obras e aquisição de materiais no valor de cerca de 400 mil euros a duas empresas, uma de um eleito socialista na assembleia municipal e outra de um filho deste. O MIRANTE limitou-se a publicar informação de interesse público aos seus leitores, através da consulta dos processos em tribunal, no caso da dívida ao banco, e na Internet, no caso dos ajustes directos, não entrando em campanhas difamatórias estratégicas, como Paulo Fonseca lhe chama.O autarca afirma “solenemente” que não “foge” à justiça e que nunca deixou de responder a qualquer solicitação, quer como cidadão, quer como presidente da câmara. O MIRANTE contactou sempre Paulo Fonseca para falar sobre as matérias jornalísticas em que era visado. O autarca optou sempre por não responder.

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