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A mãe que faz presépios para ajudar o filho com paralisia cerebral

A mãe que faz presépios para ajudar o filho com paralisia cerebral

Edição de 02.01.2013 | Primeiro Plano
Há presépios na mesa de trabalho de Alexandra Rodrigues, de 28 anos, para todos os gostos. Desde o presépio tradicional, com o menino Jesus, a Virgem Maria e São José, até ao presépio africano, com as três figuras de cor negra, passando pelo presépio Ribatejano, com a Virgem Maria e o São José vestidos de campinos ou ainda presépios miniatura, do tamanho de um dedal. São todos criados com massa Fimo, mas a imaginação já a levou até a criar um presépio com cápsulas de café. O burro e o boi é que estão ausentes, mas a artesã garante que de vez em quando também mete os animais. A moradora de Santo Estêvão iniciou-se nos trabalhos manuais para ocupar o tempo e angariar algum dinheiro para ajudar o seu filho João, um menino de oito anos com paralisia cerebral. Começou por criar peças de bijutaria, mas rapidamente passou para a massa Fimo e já anda a aperfeiçoar a técnica há cinco anos. À noite, o marido dá uma ajuda a moldar a massa enquanto vê televisão. A artesã trata depois de dar forma ao material. Vende sobretudo à comunidade de Santo Estêvão e de vez em quando também recebe encomendas de colectividades para criar troféus ou lembranças, como aconteceu com o Grande Prémio de Atletismo de Santo Estêvão. Obrigada a ficar em casa para prestar assistência ao João, a artesã nunca baixou os braços e sempre se mexeu para ocupar o seu tempo e ter alguma fonte de rendimento. O dinheiro é canalizado sobretudo para a recuperação do João, que já chegou a ir a Cuba realizar alguns tratamentos. Eduarda Sousa
A mãe que faz presépios para ajudar o filho com paralisia cerebral

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