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Ministério da Saúde ignorou Câmara de Almeirim no encerramento do ACES da Lezíria

Sousa Gomes diz que podiam ter mandado um recado nem que fosse em papel higiénico
Edição de 02.01.2013 | Sociedade
O presidente da Câmara de Almeirim está indignado por não ter sido informado do encerramento dos serviços do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria II, instalados nessa cidade, que foi fundido com o ACES Ribatejo sedeado em Santarém. Sousa Gomes considera que a câmara merecia outro tipo de tratamento por parte do Ministério da Saúde, em vez de a ignorar, atendendo a que a autarquia sempre se disponibilizou para ajudar financeiramente e em termos logísticos o ACES estando inclusivamente a pagar a renda das instalações onde estavam os serviços administrativos.Sousa Gomes lembrou na última assembleia municipal, em que foi aprovada uma moção contra o encerramento do ACES, que o município está a pagar uma renda no valor de 13.800 euros anuais pelo aluguer de um edifício perto do centro de saúde da cidade, desde que o agrupamento se instalou na cidade há cerca de quatro anos. A verba até foi incluída no orçamento da autarquia para 2013. “Não houve a consideração de pelo menos fazerem um telefonema ou mandarem um recado, nem que fosse em papel higiénico, que também podemos receber disso se o ministério não tiver dinheiro para uma carta”, referiu o autarca.Na moção apresentada pela bancada do PS na assembleia municipal, lamenta-se o encerramento do ACES e a falta de médicos no Centro de Saúde de Almeirim, que, refere o documento, espera vir a merecer da directora do novo agrupamento uma estratégia que melhore a actual situação de existirem apenas oito médicos para uma população de mais de 20 mil habitantes. Para a eleita da CDU Manuela Cunha, da instalação do agrupamento em Almeirim não vejoqualquer melhoria para a cidade nem se resolveu a falta de médicos.Contestou-se também o facto de não ter ficado a dirigir o novo agrupamento o director do ACES Ribatejo, Carlos Ferreira, que disse ter sido alvo de “saneamento político”, conforme foi noticiado por O MIRANTE na edição de 20 de Dezembro. Carlos Ferreira chegou a ser convidado para assumir o cargo, mas entretanto foi colocado no seu lugar por nomeação do ministro da Saúde, Paulo Macedo, a jurista Paula Rodrigues, de 42 anos. Ferreira considera que a reviravolta, com contornos que considera pouco claros, se deu por não ser militante do PSD.A moção foi aprovada com 16 votos da maioria socialista, enquanto a oposição, num total de nove votos do MICA, CDU e PSD, se absteve.

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