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Trabalhadores do refeitório da Fundação Cebi deslocalizados por fazerem greve

Situação é denunciada pelo sindicato e assembleia de Freguesia de Alverca repudia a atitude
Edição de 02.01.2013 | Sociedade
A maioria dos trabalhadores de uma empresa que faz as refeições no refeitório da Fundação Cebi, em Alverca, foram deslocalizados para outros locais mais distantes do posto de trabalho que tinham porque aderiram à greve geral de 14 de Novembro, segundo denunciam funcionários e o sindicato do sector. Ao todo foram abrangidas 17 pessoas das 22 que asseguram o serviço do refeitório. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul (STIHTRS) os lugares dos trabalhadores que foram deslocalizados foram de imediato ocupados por outros profissionais menos qualificados, a maioria trabalhadores com vínculo precário. Os trabalhadores deslocalizados, segundo refere o sindicato, têm que pagar as deslocações para os novos locais de trabalhado do seu bolso. Maria Moreira, uma das funcionárias e dirigente do sindicato, confessa que a situação é “anti-social” e uma retaliação para com quem aderiu à greve geral. “Eu e outras colegas que trabalhávamos no refeitório do Cebi há mais de 20 anos fomos sem qualquer explicação enviados para escolas, algumas na zona de Lisboa. Eu tive a sorte de ficar perto, numa escola do Bom Sucesso, mas tenho colegas que de um dia para o outro tiveram de se apresentar em escolas de Belém, Restelo e Parque das Nações”, condena. Os trabalhadores dizem estar “chocados” com a atitude e garantem recorrer à justiça contra a Fundação Cebi, que acusam de ser o mentor do problema. “Há um clima de medo dentro da Fundação Cebi. Nota-se isso ao falar com as pessoas. Temos tido o apoio de professores e educadores mas todos têm medo de mostrar isso”, salienta Maria Moreira. Avisando que a troca de trabalhadoras competentes com largos anos de experiência por trabalhadores precários de outras áreas compromete a qualidade das refeições na instituição. Apesar das insistentes tentativas de contacto por parte de O MIRANTE nem a Fundação Cebi nem a empresa Gertal prestaram esclarecimentos sobre o assunto. Entretanto os eleitos da Assembleia de Freguesia de Alverca aprovaram por maioria (com a abstenção do PS) uma moção a condenar “com grande veemência” a atitude “prepotente e procedimento anti-social” da empresa Gertal. No documento os eleitos consideram “inadmissível” que 38 anos após a revolução de Abril os trabalhadores que participem em greves sejam “penalizados ou castigados”. Apesar da abstenção os socialistas lembraram que, “a ser verdade”, a situação é “lamentável”.

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