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Procuradoria ilícita continua a prejudicar clientes e profissionais qualificados

Procuradoria ilícita continua a prejudicar clientes e profissionais qualificados

Manuel Gazua, 55 anos, é um dos mais reputados solicitadores de Vila Franca de Xira

Solicitador diz que faz o que gosta e realça que não há dois casos iguais na sua secretária.

Edição de 09.01.2013 | Identidade Profissional
A procuradoria ilícita continua a ser um problema difícil de resolver e não são apenas os profissionais qualificados que exercem a actividade legalmente que saem prejudicados com a concorrência desleal. Também os clientes acabam por pagar por um serviço que é mal feito e depois têm de pagar novamente a um profissional para resolver a situação de forma definitiva.A opinião é de Manuel Gazua, um dos mais reputados solicitadores de Vila Franca de Xira. “Infelizmente há cada vez mais procuradores ilícitos, pessoas e entidades que desempenham funções para as quais não estão habilitados. Além de ser crime, por vezes causam prejuízos às pessoas e às empresas. Pior mesmo é que as pessoas pagam o serviço e não têm forma de provar que pagaram”, lamenta a O MIRANTE. Na maioria das vezes quando o problema é detectado já é demasiado tarde. “Muitos clientes têm de pagar para desmanchar a asneira que lhes fizeram e para fazer as coisas como deve ser. O que interessa ao procurador ilícito é sacar dinheiro e os problemas depois são como o azeite, acabam por vir ao de cima”, alerta.Para Manuel Gazua, 55 anos, não há um caso igual ao outro. Natural da freguesia da Granja, concelho de Mourão, veio com dois anos para o concelho de Vila Franca de Xira com os pais. O irmão mais velho entrara como voluntário para a Marinha. Fez o seu percurso escolar no concelho de Vila Franca de Xira e mais tarde acabou por concluir a licenciatura em solicitadoria e está a fazer a dissertação para o mestrado. Manuel Gazua começou o seu percurso profissional numa empresa de venda de aço, bronze, ferramentas e máquinas para metalomecânica, em Vila Franca de Xira. “Estava no escritório e também fazia vendas. A partir dos 18 anos fazia vendas na rua e mais tarde fui vendedor por conta de outra empresa”, recorda. Há 26 anos esteve ligado ao sector imobiliário numa empresa que tinha escritórios em Lisboa, Porto, Braga e Paris, onde chegou a residir durante dois anos. Mais tarde acabou por começar a trabalhar na área da mediação com dois escritórios em Vila Franca de Xira e acabaria por extinguir a actividade, dedicando-se por completo à solicitadoria, quer em Vila Franca de Xira quer no concelho de onde é natural, no Alentejo.O solicitador, explica, é um “procurador por excelência”, desempenhando as funções de representação do seu cliente, exercendo o mandato forense, consultas jurídicas e resolvendo problemas na área jurídica, como transmissões de imóveis, escrituras, registos, heranças, partilhas e consultas. “No fundo é uma função semelhante à do advogado, ainda que não façamos a área criminal”, refere. Os honorários dependem de vários factores, como a dificuldade do processo, o tipo de cliente, a comarca e o tempo dedicado ao processo. Mas sobretudo o resultado obtido. Trabalha todos os dias entre as 09h00 e as 20h00 e garante que não pensa em mudar de profissão. “Estou contente com o que escolhi. Mas os tempos não são fáceis para ninguém. Continuo motivado, há trabalho mas vivemos muito com a classe média e as empresas e sabemos como elas estão”, lamenta. O solicitador explica que o maior aumento de trabalho tem sido verificado entre os agentes de execução, que tratam das penhoras. “Não é o meu caso porque não faço execuções”, nota. Manuel Gazua acredita que é o bom trabalho que ajuda a angariar clientes e confessa ser um homem “com os pés bem assentes na terra”, mesmo quando vai à pesca, um dos hobbies.
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