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Câmara de Torres Novas quer mostrar obra em ano de autárquicas

Oposição acusa António Rodrigues de empolar orçamento municipal
Edição de 09.01.2013 | Política
Se as previsões da maioria socialista na Câmara de Torres Novas baterem certo, 2013 vai ser um ano de muitas obras no concelho, com o retomar de uma série de projectos que ficaram a meio por falta de dinheiro, de capacidade dos empreiteiros ou que simplesmente ainda não saíram da gaveta. O PS está a guardar os trunfos para o ano de eleições autárquicas, após uma série de contratempos que impediram o normal avanço de algumas empreitadas. O presidente do município, António Rodrigues, disse na assembleia municipal que vai ser aberto um novo concurso para a obra do Convento do Carmo, que se encontra parada, sendo que os trabalhos só devem recomeçar em Junho. A obra da Casa da Lezíria, pelas suas contas, será retomada em Março e será concluída com dinheiro de fundos comunitários. Também as obras na escola de São Gião devem recomeçar em Fevereiro. A há muito falada obra de remodelação da garagem dos Claras, que vai ser transformada numa praça pública coberta, arranca em Março. Rodrigues falou ainda no investimento de cerca de oito milhões de euros que a empresa intermunicipal Águas do Ribatejo vai fazer no concelho de Torres Novas em 2013.Rodrigues explicou ainda que vai ser adjudicada no início de 2013 a empreitada para a requalificação da Escola Manuel de Figueiredo, em Torres Novas. O autarca garante que a intervenção, cujo investimento é de cinco milhões de euros, não terá qualquer encargo financeiro por parte da câmara. Será tudo financiado pelo Governo e por fundos comunitários. Orçamento eleitoralista segundo a oposiçãoA oposição na assembleia municipal acusou os socialistas de apresentarem um orçamento para 2013 “empolado” e de em 2013, ano de eleições autárquicas, prever gastar dinheiro em obras só para mostrar trabalho. O orçamento no valor de 53 milhões de euros (menos nove milhões de euros que em 2012) foi aprovado por maioria com 19 votos a favor, 13 contra e uma abstenção. A deputada municipal Ana Tomé (CDU) diz que se impunha outro orçamento para o município torrejano uma vez que não há dinheiro para obras e que as pessoas estão “à rasca”. “Este orçamento é vazio em relação à preocupação das pessoas, devia visar outras medidas como a diminuição de impostos, por exemplo, para não sobrecarregar tanto a população”, disse.O presidente da autarquia, António Rodrigues (PS), afirma que este é o orçamento mais real e rigoroso desde que é presidente de câmara, há cerca de duas décadas. Rodrigues diz que este orçamento é o exemplo do que vai ser o futuro, ao contrário do que acontecia até aqui. “Está reforçado pela Lei dos Compromissos e pela adesão ao PAEL (Plano de Apoio à Economia Local)”, reforçou.

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