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Directora geral da Águas de Santarém demite-se após ordem de serviço polémica

Directora geral da Águas de Santarém demite-se após ordem de serviço polémica

Conselho de administração retirou carros de serviço da empresa para uso pessoal
Edição de 09.01.2013 | Política
A directora da Águas de Santarém, Marina Carreiro Ladeiras, demitiu-se na tarde de sexta-feira, 4 de Janeiro, pouco tempo após ter sido emitida uma ordem de serviço pelo conselho de administração da empresa municipal onde se proibia a altos quadros da empresa a utilização dos carros de serviço para uso pessoal. Recorde-se que Marina Ladeiras e outros funcionários deslocavam-se diariamente da zona de Lisboa, onde residem, para Santarém, em viaturas da Águas de Santarém. Uma regalia que vigorou enquanto o ex-presidente da Câmara de Santarém, Moita Flores, foi também presidente da empresa municipal.Marina Ladeiras comunicou a sua decisão primeiro aos funcionários e só depois ao conselho de administração da empresa, liderado pelo novo presidente da câmara Ricardo Gonçalves. A directora, que exercia essas funções desde Fevereiro de 2008 em regime de cedência de interesse público, estava equiparada a directora geral da função pública, auferindo cerca de 4500 euros de ordenado incluindo despesas de representação. Ricardo Gonçalves (PSD) disse na reunião do executivo de segunda-feira que Marina Ladeiras pediu a sua demissão com o intuito de regressar ao lugar onde Moita Flores a foi requisitar, de directora comercial da Águas de Cascais. O seu lugar poderá ser preenchido por um técnico dos quadros da autarquia. Marina Ladeiras veio para Santarém pela mão de Moita Flores e faz agora o percurso inverso, como aliás tem acontecido nos últimos anos com outras pessoas que o ex-presidente trouxe, como Dina Vieira (ex-responsável dos serviços de urbanismo que saiu em 2009), José Valentim (assessor para a área da cultura) ou Valdemar Alves (que trabalhou na área da fiscalização), que saíram já em 2012.Recorde-se que o novo conselho de administração Águas de Santarém, que entrou em funções no início de Novembro de 2012, não perdeu tempo a mostrar serviço tendo dispensado nesse mesmo mês dois quadros superiores que tinham sido contratados pouco tempo antes pela anterior administração.A rescisão com os dois funcionários foi justificada por Ricardo Gonçalves com os “elevados” vencimentos que auferiam e com a necessidade de “racionalização e contenção de custos” na empresa. Os salários dos dois quadros, um engenheiro e um director comercial, andariam entre os 2 mil e os 3 mil euros, a que se somariam outras regalias. PS critica corte com o passadoNa reunião do executivo de segunda-feira, António Carmo, vereador do PS, partido que anteriormente tinha pedido a demissão de Marina Ladeiras, disse que se tem vindo a assistir a “um grande desnorte na gestão da câmara”, aludindo a “decisões de rotura” para questionar “como podem os munícipes confiar num presidente que actua por impulsos” e que “em vez de se preocupar em gerir parece mais preocupado em cortar com o passado”. Um passado, lembrou Carmo, do qual Ricardo Gonçalves “fez parte com responsabilidades acrescidas”.
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