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Dono da fábrica da Matrena morre esmagado por máquina

Dono da fábrica da Matrena morre esmagado por máquina

Henrique Campos, 69 anos, faleceu no segundo dia do ano, quando limpava um rolo utilizado para prensar papel.

Edição de 09.01.2013 | Sociedade
Henrique Fernando Nunes Campos, proprietário da Fábrica de Papel da Matrena, situada entre as aldeias de Santa Cita e Linhaceira, na freguesia de Asseiceira, Tomar, morreu no dia 2 de Janeiro, após ter ficado preso por um braço num dos rolos utilizados para prensar papel, que estava a limpar para que pudesse laborar novamente. Sem conseguir libertar-se da força da compressão, o empresário foi arrastado e esmagado pela engrenagem, considerada de difícil manuseamento por parte de quem já ali trabalhou. No local do acidente estiveram elementos da GNR e duas inspectoras da Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT) que abriram um inquérito para que sejam apuradas responsabilidades e determinadas as circunstâncias em que decorreu o acidente.Natural de Lisboa e antigo aluno dos Pupilos do Exército, Henrique Campos não resistiu aos ferimentos e o óbito foi declarado no local, para onde acorreram vários populares e ainda antigos funcionários da fábrica, que muitos julgam estar desactivada. O acidente ocorreu pouco depois das dez da manhã e os bombeiros só conseguiram retirar o corpo do malogrado empresário cerca do meio-dia, tendo sido transportado para o Instituto de Medicina Legal de Tomar. Na altura do acidente mortal, na fábrica encontrava-se apenas a esposa do empresário que só se apercebeu do sucedido mais tarde. Alertados pelos gritos desta, foram os populares que ligaram para o 112.De acordo com o apurado por O MIRANTE, a vítima adquiriu a fábrica em 2002, numa altura em que esta se encontrava encerrada há já alguns anos. De acordo com o presidente da Junta de Freguesia de Asseiceira, Augusto Lopes, Henrique Campos chegou a ter dois ou três funcionários que trabalharam especificamente na limpeza do espaço mas, neste momento, trabalhava sozinho e de uma forma mais residual produzindo, sobretudo, papel “craft” que comercializava para empresas do norte do país.
Dono da fábrica da Matrena morre esmagado por máquina

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