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Matou irmão à paulada por causa de um muro

Matou irmão à paulada por causa de um muro

Há meia dúzia de anos que Alexandre e Francisco Invernada, irmãos de 73 e 78 anos, estragaram a relação familiar devido à partilha de um terreno deixado pelo pai de ambos. Na manhã de 2 de Janeiro, Alexandre matou Francisco no terreno deste, por causa de um muro e de uma faixa de terreno, em Frade de Baixo, Alpiarça.

Edição de 09.01.2013 | Sociedade
Uma disputa de terras e a construção de um muro estiveram na origem da morte de um homem em Frade de Baixo às mãos do próprio irmão, que o agrediu à paulada. Francisco Invernada avisara o irmão várias vezes de que alguns vizinhos estavam a “comer” a sua parte do terreno que ambos herdaram dos pais e que dividiram, mas Alexandre Invernada dizia que não queria problemas com vizinhos. A situação agudizou-se quando Alexandre decidiu construir um muro a separar o terreno do do irmão, com Francisco a reclamar que Alexandre ergueu o muro à custa de uma faixa entre 20 a 30 centímetros de largura dentro do seu terreno, ao longo de uma extensão de mais de 500 metros. Esta é a versão que conta Maria Antónia Ferreira, filha de Francisco Invernada, de 73 anos, que morreu às mãos do irmão Alexandre, de 78 anos, na manhã de quarta-feira, 2 de Janeiro. O socorro foi pedido cerca das 09h30 mas desconhece-se se alguém presenciou a cena. Sabe-se que Francisco foi agredido à paulada na cabeça, com uma estaca da vinha, mais do que uma vez. Depois de consumar o homicídio, o irmão mais velho entregou-se no posto da GNR de Alpiarça e passou essa noite nos calabouços da GNR de Almeirim. Viria a ser presente a juiz para interrogatório judicial no tribunal da cidade onde lhe foi decretada prisão preventiva a aguardar julgamento.A ambulância do INEM e a GNR estiveram no local, na rua 1.º de Maio, onde os irmãos viviam em casas e terrenos contíguos. Algumas dezenas de vizinhos foram formando pequenos grupos nas ruas adjacentes e comentando um homicídio que não era esperado. Uma das vizinhas, que foi apresentar os seus sentimentos à filha da vítima, lembra que não se dava conta que os irmãos vivessem problemas que motivassem brigas ou discussões.Alexandre Invernada deu entrada nas urgências do Hospital de Santarém e foi posteriormente encaminhado para a morgue para a realização da autópsia. Segundo Maria Antónia Ferreira, apesar de não promover a discussão, Alexandre defendia que o terreno lhe pertencia, já que era o próprio quem pagava os impostos relativos à sua propriedade. O marido de Maria Antónia acrescenta que o sogro chegou mesmo a partir parte do muro erguido pelo irmão, por não se conformar.
Matou irmão à paulada por causa de um muro

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