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Queixas sobre qualidade da comida levaram CEBI a pedir substituição de funcionários de empresa

Director-Geral da instituição considera que sindicato fez aproveitamento politico da situação
Edição de 09.01.2013 | Sociedade
Os trabalhadores de uma empresa que confecciona as refeições no refeitório da Fundação CEBI, em Alverca, foram deslocalizados para outros locais mais distantes a pedido da instituição que justifica a situação com queixas sobre a qualidade da comida. A explicação é dada a O MIRANTE pelo director-geral da instituição, Honório Vieira, que garante que a deslocalização dos trabalhadores nada teve a ver com a participação destes na greve geral de 14 de Novembro, como afirmava o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul (STIHTRS), a quem acusa de aproveitamento político.“Foi uma exigência nossa a substituição da equipa, para quebrar rotinas. Era uma equipa que estava aqui há muitos anos. A nossa exigência foi feita muito antes da greve, no final do ano escolar, em Setembro”, explica o responsável. Em causa estavam queixas de encarregados de educação face à pouca qualidade da comida e a falta de variedade das ementas. “Não queremos intrometer-nos na gestão de pessoal da empresa Gertal e as relações que temos são com a empresa, nunca com os trabalhadores”, nota.A empresa Gertal recebe da fundação CEBI mais de um milhão de euros por ano pelo serviço que presta nos três refeitórios da fundação, onde são servidas mais de 1700 refeições diárias. Os refeitórios estão concessionados há mais de uma década. Honório Vieira diz que o sindicato fez passar a ideia que a situação estava relacionada com a adesão dos trabalhadores da empresa à greve geral. “São forças políticas que não sabem defender os interesses da própria classe e depois provocam estas situações. É lamentável”, vinca. O responsável garante que apesar da greve nenhum idoso ou jovem em risco apoiado pela fundação ficou sem almoço. “Pelos vistos (o sindicato) ficou desiludido porque isso não aconteceu. Queriam perturbar e impedir que fosse servida a alimentação”, repara. Sobre as acusações de um “clima de medo” na fundação, Honório Vieira responde que tal é absurdo e que todos os trabalhadores do CEBI são pessoas “empenhadas e que gostam de trabalhar” na fundação.Recorde-se que o sindicato acusava a fundação e a empresa de terem deslocalizado trabalhadores do refeitório depois destes participarem na greve geral de 14 de Novembro, numa atitude que considerava ser “anti-social”. Segundo o sindicato, os trabalhadores foram substituídos por outros profissionais menos qualificados, com vínculos precários. A Assembleia de Freguesia de Alverca aprovou uma moção que condenava a situação “com grande veemência”, considerando a atitude “prepotente” e “inadmissível” 38 anos após a revolução de Abril.

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