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Apontaram-lhe metralhadora para roubar carro na noite em que festejava com a noiva

Apontaram-lhe metralhadora para roubar carro na noite em que festejava com a noiva

Assaltantes, que ainda estão a monte, e por identificar, cercaram Hugo Santos à porta de casa em Alverca.

Edição de 16.01.2013 | Sociedade
A voz de Hugo Santos, 25 anos, ainda treme quando recorda a O MIRANTE os momentos de aflição que viveu nessa noite num bairro de Alverca, próximo da Rua da Estação, onde caiu numa emboscada montada por um grupo armado com uma metralhadora AK47 que lhe levou o seu Audi A3, avaliado em 20 mil euros. O carro só viria a ser descoberto dois dias depois, abandonado numa rua do Carregado, praticamente sem gasóleo.Os assaltantes perseguiram e encurralaram o jovem numa rua sem saída do bairro onde mora. Tudo planeado e efectuado em minutos. O assalto deixou marcas psicológicas. Hugo tem receio de regressar a casa sozinho durante a noite e tenta sempre chegar a casa a horas diferentes, para o caso de alguém o querer atacar. O que espera agora é que os assaltantes sejam apanhados pela justiça e condenados pelo que fizeram, o que ainda não aconteceu (ver caixa).Tudo se passou na terça-feira, 8 de Janeiro, por volta da uma da madrugada. Hugo e a namorada celebravam o seu segundo ano de namoro e jantaram na casa do jovem, em Alverca. Hugo foi deixar a companheira à Póvoa de Santa Iria, onde esta reside, e regressou a Alverca. Quando entrou na rua engenheiro Vilar Queirós foi surpreendido. “Olho para a frente e vejo um BMW X6. Ele encostou, ultrapassei e reparei que dois carros à frente estava um Renault Laguna encostado à berma. Não liguei, continuei com o pisca ligado e ultrapassei-o também. Continuei a olhar para o espelho retrovisor e vi que o X6 se meteu ao lado do Laguna, parecia que os donos estavam a conversar um com o outro”, recorda.Minutos depois deu-se o ataque. Quando Hugo virou para uma urbanização próxima da Rua da Estação, onde reside, o condutor do BMW aproximou-se e perseguiu-o. Hugo tentou perceber o que se passava e não evitou a entrada num beco sem saída da urbanização. Foi o momento ideal para os ladrões agirem. “O BMW ultrapassou-me e foi aí que vi que o pendura estava encapuçado. Tentei fugir porque assumi que me iam roubar o carro. Quando tentei inverter a marcha o Renault e o BMW bloquearam-me, não tinha por onde fugir”, recorda. Foi nessa altura que um dos assaltantes sai do BMW, de arma em punho, e ordenou a Hugo que abandonasse o carro. Falava português e não tinha sotaque. “Fiquei sem reacção, tive de sair. Até tinha o carro engatado na primeira velocidade e deixei-o ir abaixo”, recorda.O assaltante aconselhou Hugo a “não ser espertinho” senão podia levar um tiro. “Disse-lhes para levarem o carro, que não queria chatices e afastei-me”. Alguns vizinhos viram o que se passou e as autoridades chegaram pouco depois. “Só dormi duas horas nessa noite e fui trabalhar a seguir”, recorda Hugo. A rápida onda de solidariedade que se espalhou pela Internet, em redes sociais e fóruns de automóveis, permitiu identificar o carro no Carregado. Estava praticamente como Hugo o deixou, embora com mais riscos e o interior remexido. “Nem o rádio levaram e tiveram o cuidado de encolher o espelho quando o deixaram”, recorda. Hugo é técnico especializado em mecatrónica. Para já garante que vai procurar uma garagem para guardar o seu Audi e pretende instalar um dispositivo GPS anti-furto.Assaltantes confundiram o modeloUma das teses de Hugo para o facto de ter sido ele a vítima do roubo prende-se com o tipo de carro que conduz. Hugo gosta de modificar os carros ao seu gosto e preparou o seu Audi A3 para se assemelhar a um Audi A3 S3, o topo de gama daquele modelo, um carro a gasolina equipado com um motor 2 mil de cilindrada e 265 cavalos. Mas essa era a única semelhança. “Devem ter pensado que seria um carro mais luxuoso. Ao verem que era o modelo comum devem ter desistido. Mas a minha sorte foi o carro ter pouco gasóleo, o que os deve ter obrigado a parar pouco depois”, realça.Assaltantes continuam a monte e os carros nem vê-losOs três homens que assaltaram Hugo Costa continuam a monte e ainda não apareceram as outras duas viaturas que roubaram pelo mesmo método. O BMW X6 roubado em Lisboa e um Renault Laguna levado à força a um condutor em Cascais, usados no assalto a Hugo, continuam sem paradeiro. Fonte da polícia admite que os assaltantes sejam da zona de Lisboa e estão a ser realizadas diligências em várias oficinas e sucatas da zona para tentar encontrar os automóveis.
Apontaram-lhe metralhadora para roubar carro na noite em que festejava com a noiva

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