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Pais e dirigentes preocupados com vandalismo e tráfico de droga nas escolas

Pais e dirigentes preocupados com vandalismo e tráfico de droga nas escolas

Aluno apanhado com 290 doses de haxixe em Vila Franca

Na última semana em Vila Franca de Xira quatro professores e um funcionário viram os pneus dos seus carros cortados à navalhada. Em Alverca a droga trafica-se à luz do dia e a poucos metros dos portões das escolas. A situação preocupa pais, professores e alunos.

Edição de 16.01.2013 | Sociedade
A PSP de Vila Franca de Xira apanhou um jovem de 17 anos com 290 doses de haxixe quando este se deslocava de autocarro para uma escola da cidade. A detenção ocorreu durante uma operação da PSP com vista a controlar o tráfico de droga nas escolas depois de professores e pais de alunos terem levantado preocupações sobre a alegada existência de droga nos estabelecimentos de ensino. Este episódio vem mostrar que há um clima de insegurança à porta das três principais escolas de Vila Franca de Xira e Alverca. Já houve episódios de carros de professores com pneus cortados e situações de alunos assaltados. “Há tráfico de droga à nossa porta, em plena luz do dia e está a aumentar”, confirma o director da escola Gago Coutinho em Alverca, Sérgio Amorim. Este director já informou os encarregados de educação, por carta, no sentido destes não darem autorização aos filhos para abandonarem o estabelecimento de ensino durante os intervalos mais prolongados. “A polícia está sempre disponível para quando precisamos, mas se os agentes viessem aqui à porta mais vezes à paisana iriam conseguir apanhar mais alguns traficantes”, sublinha Sérgio Amorim.A escola Pedro Jacques Magalhães sente o mesmo problema. Apesar das queixas dos pais e professores a polícia diz que as ocorrências registadas são as “normais” e que não há um aumento significativo dos índices de insegurança à porta das escolas. A PSP tem ao serviço, através do programa Escola Segura, dois carros e oito elementos, entre as 08h00 e as 22h00. Mas a vasta área que têm de patrulhar acaba por deixá-los sem forma de assegurar um policiamento permanente nas horas de maior movimento nas escolas.Na Secundária Alves Redol em Vila Franca de Xira, na última semana, dois alunos do sétimo ano foram identificados pela polícia como autores de cinco actos de vandalismo em carros de professores e funcionários. Teodoro Roque, director da escola, diz que os estudantes enfrentam agora uma sanção que vai da suspensão da frequência das aulas à expulsão da escola. “Estamos pela primeira vez a atravessar uma conjuntura económica muito difícil, são alunos de situações familiares complicadas. É um episódio que não acontece com muita regularidade mas à qual estamos atentos”, explica. Noutras escolas do concelho o ambiente está calmo. Carla Ferro, directora do agrupamento de escolas Dom António de Ataíde da Castanheira do Ribatejo diz que não têm sido verificadas situações anómalas e que as poucas que chegam ao conhecimento da direcção são “tratadas na hora” com a GNR. A Guarda diz que na sua área de intervenção (Vialonga e Castanheira) os casos mais complicados verificam-se na Escola dos Segundos e Terceiros Ciclos de Vialonga, com a ocorrência de alguns furtos e agressões, dentro e fora da escola. A GNR tem no programa Escola Segura seis militares.
Pais e dirigentes preocupados com vandalismo e tráfico de droga nas escolas

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