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Parque de Negócios do Cartaxo junto à A1 já tem dois clientes de peso

Parque de Negócios do Cartaxo junto à A1 já tem dois clientes de peso

Presidente da câmara diz que ValleyPark vai ser uma nova vila dentro da cidade

O Parque de Negócios do Cartaxo, junto ao acesso da A1, já tem dois clientes de grande dimensão. O presidente da câmara, Paulo Varanda, um dos elementos do conselho de administração, acredita no sucesso a curto prazo. O ValleyPark funciona como um condomínio. Uma nova vila dentro da cidade. Quem chegar primeiro vai pagar menos e terá direito a benefícios fiscais. Mas há mais. E os licenciamentos estão mais rápidos. O que até agora demorava dois anos vai passar a demorar três meses.

Edição de 16.01.2013 | Sociedade
Duas empresas de grande dimensão, a Tagusgás (gás natural) e a Tepsol (técnicas de protecção solar), compraram os primeiros oito lotes de terreno do Parque de Negócios do Cartaxo, que está instalado junto ao acesso da auto-estrada do Norte (A1). As obras de infra-estruturação do ValleyPark deverão ser finalizadas no Verão de 2013 permitindo às empresas, nomeadamente à Tagusgás, que já começou a construção do seu edifício no local, que iniciem ali a sua laboração. O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Varanda (PS), um dos membros do conselho de administração da sociedade gestora, enquanto representante do município, garante que a lista de empresas em negociação é vasta e está confiante de que em 2013, bem como em 2014 e 2015, o projecto vai conseguir angariar mais investidores. Isto porque na fase de arranque do projecto as empresas beneficiam de vantagens fiscais. Todas as operações ficarão isentas de IMT e IMI durante 10 anos, o que neste tipo de investimento representa valores superiores a 15 mil euros. O parque de negócios vai funcionar como um condomínio. O contributo de quem chegar primeiro vai ser mais reduzido porque esse empresário será considerado um parceiro. “Não podemos ser mensageiros da desgraça. Temos que criar dinâmicas que levem os empresários a acreditar em Portugal. Olhar para as biqueiras dos sapatos não traz futuro”, incentiva Paulo Varanda. No dia 26 de Dezembro de 2012 o Parque de Negócios passou a ter a possibilidade de licenciar projectos com mais rapidez, com autorização do Ministério da Economia, permitindo a agilização de processos. “O que até agora demorava dois anos vai passar a demorar três meses. Por outro lado não estamos sentados a 70 quilómetros de distância e vamos ter ligações mais próximas com os empresários”, ilustra Paulo Varanda. O autarca lamenta que o decorrer de todo o processo, que se iniciou em 2006, só tenha ficado concluído no final de 2012, levando sete anos a ser fechado por excesso de burocracia, o que fez com que algumas oportunidades fossem perdidas. O projecto implicou a realização de estudos de impacte ambiental e um plano de pormenor, que implicou, por exemplo, que 20 entidades tivessem que pronunciar-se nesse âmbito. Isto mesmo quando a zona já não tinha áreas de reserva ecológica ou agrícola para desafectar. “O país não pode estar sete anos à espera de obter um licenciamento. Temos que agilizar os processos não deixando de lado o rigor. Não podemos ficar seis meses à espera de uma assinatura do ministério. Já basta as dificuldades que os empresários têm nos dias de hoje. Se queremos desenvolvimento económico não podemos trancar tudo com uma folha de papel”, critica. A sociedade gestora do Parque de Negócios, com um capital de um milhão e 33 mil euros, inclui o município do Cartaxo (20,4%), Nerventure (11,3%), Grupo Lena (40 %) e Imocom (27 %). O presidente do conselho de administração é José Eduardo Carvalho. A câmara tem dois administradores representados (Paulo Varanda e Fernando Martins) e o grupo Lena um (António Barroca), bem como o grupo Imocom (Maria Margarida Ribeiro). As obras de infraestruturação, que estavam orçadas em 3,2 milhões de euros, foram adjudicadas por 2,3 milhões de euros. A comparticipação municipal neste investimento é de 15 por cento. O restante é garantido por fundos comunitários. O modelo de negócio leva a que no final o município, com a venda dos lotes, também seja ressarcido deste investimento que ficará para o município a custo zero. O preço dos lotes rondará os 60 e 80 euros por metro quadrado, mas cada lote vai ser valorizado segundo a localização.Uma nova vila dentro da cidadePaulo Varanda considera que o Parque de Negócios do Cartaxo tem todas as condições para ser procurado por empresários já que conjuga boas acessibilidades, proximidade de Lisboa, preços atractivos em relação a outras plataformas com qualidade ambiental e social. “Vamos ter uma vila dentro da cidade do Cartaxo que vai nascer a dois quilómetros do centro”, ilustra lembrando que será uma quebra com um passado em que o Cartaxo desenvolveu uma zona industrial que já tem 30 anos. Uma incubadora de empresas, conquistada há três meses, investimento que ronda o milhão e 400 mil euros, também lá estará, gerida pelo Idersant. O Parque de Negócios do Cartaxo é o terceiro a nível nacional. Engloba uma área de cerca de 80 hectares. Na primeira fase do investimento, durante a qual serão ocupados seis hectares que estão a ser infraestruturados, serão criados mais de três mil postos de trabalho.Comércio, indústria e serviços são actividades bem vindas. Indústrias poluentes ficam de fora. Empresas do ramo dos vinhos, indústria metalúrgica, transformação de pedra, climatização, turismo, hotelaria e energias renováveis já estão a estabelecer contactos. Está prevista uma área residencial, de restauração e bebidas, educação e lazer. Até o modelo de recolha de lixo será diferente. Só serão instaladas ilhas ecológicas. Nenhum contentor entrará no parque de negócios. Os lotes não são limitados por muros mas por zonas verdes. A segurança não será igualmente descurada.
Parque de Negócios do Cartaxo junto à A1 já tem dois clientes de peso

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