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Obras na Casa dos Patudos amplificam referência cultural do museu de Alpiarça

Obras na Casa dos Patudos amplificam referência cultural do museu de Alpiarça

Segunda fase da intervenção começou na passada semana. Inclui a construção de um novo edifício polivalente, recuperando as ruínas das antigas cavalariças, que poderá funcionar como sala de espectáculos ou de conferências.

Edição de 23.01.2013 | Cultura e Lazer
Os arranjos exteriores da Casa dos Patudos, Museu de Alpiarça, vão custar um milhão de euros, obras que vão “amplificar” a referência cultural que é a casa onde habitou o republicano José Relvas, disse o presidente do município, Mário Pereira (CDU). O projecto, a concluir até Maio, inclui a construção de um novo edifício polivalente [recuperando as ruínas das antigas cavalariças], convertível, virado à lezíria, que poderá funcionar como sala de espectáculos ou de conferências, de teatro ou de cinema, ou até como espaço de apoio a exposições temáticas temporárias a partir do “vasto e rico acervo artístico” legado ao município por José Relvas.A empreitada começou esta semana com a limpeza de toda a área a sul do edifício da Casa dos Patudos, habitada por José Relvas e pela sua família no início do século XX, nomeadamente a limpeza da vegetação espontânea e das ruínas ali existentes, em estado de abandono e degradação há várias décadas.Com este investimento, comparticipado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) em 85 por cento, “nascerá uma nova e qualificada envolvente ao edifício e uma nova referência cultural, cívica e urbanística” de Alpiarça, diz o presidente da autarquia.Segundo o autarca, esta é a segunda e última fase das obras de reabilitação da casa onde viveu o homem que proclamou a implantação da República na varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa, em 1910, e visa aproximar o exterior do que terá sido originalmente e transformar as antigas cavalariças e a casa dos caseiros num espaço polivalente para exposições temporárias e eventos, dotado de cafetaria e instalações sanitárias.“São custos elevados relativamente ao retorno imediato, mas o objectivo é colocar a casa como elemento central de um modelo de desenvolvimento turístico para toda esta zona”, sublinhou.Com 14 mil visitantes em 2012, a ideia é, segundo o autarca, integrar a Casa dos Patudos num circuito mais vasto, “que passa pela criação de um parque temático na Quinta dos Patudos”, que incluirá a barragem, a reserva natural do cavalo do Sorraia, as estações arqueológicas, o parque de campismo, fazendo com que os visitantes “fiquem mais tempo em Alpiarça e procurem outros espaços de fruição turística e de lazer”.Investimento global de 2,2 milhões de eurosA primeira fase das obras de reabilitação, que representaram um investimento da ordem dos 1,2 milhões de euros do total previsto de 2,2 milhões, permitiu a reabilitação estrutural do edifício e a introdução de melhorias, como a criação de acessibilidades para pessoas com mobilidade reduzida, novos espaços de apoio administrativo e logístico.Foi também criado um espaço de reserva para obras que não estão expostas, outro para receber o vasto arquivo documental, junto a uma sala de leitura, e uma galeria de arte portuguesa e espanhola, um espaço aberto para dar a conhecer a vastíssima colecção reunida por José Relvas ao longo da sua vida e que legou, juntamente com a casa, ao município de Alpiarça.
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