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Trovejante Serafim das Neves

Edição de 23.01.2013 | E-mails do outro mundo
O presidente da Câmara de Almeirim, Joaquim Sousa Gomes, que tinha decidido chatear-se com o seu PS e criar um movimento político independente para concorrer às eleições autárquicas deste ano, diz que descobriu que aquilo dá muito trabalho e resume a situação dizendo que caiu na real. Do mal o menos. Sempre é melhor cair na real do que cair noutro lado qualquer onde se possa aleijar. Mas a perplexidade do senhor ao deparar-se com tanta dificuldade para criar um movimento independente merece uma palavrinha da minha parte, em defesa de quem criou essas dificuldades, ou seja, em defesa dos deputados da Assembleia da República, todos eles eleitos em listas de partidos políticos. O que eles quiseram foi proteger o comum cidadão. Aquele que acredita que os políticos levam uma vida flauteada. Aquele que poderia ter a tentação de se meter em grandes assados se fosse possível criar movimentos independentes sem grande esforço.Ao colocar entraves à criação de movimentos independentes os eleitos dos partidos políticos que tão sacrificados são no exercício das suas funções, evitaram muitos dissabores a candidatos a entradas céleres na vida política. Um político deve passar por vários estágios de maturação até estar pronto para politicar. Militar na organização juvenil do respectivo partido; assistir a reuniões infindáveis em que são debatidas questões importantíssimas; aprender a conspirar e a utilizar linguagem própria; entrar na zona dos suplentes das listas; esperar pacientemente pela sua vez, etc, etc, etc...os que querem fazer um movimento independente e ser candidatos saltando estas etapas todas são uns grandes oportunistas e devem ser desincentivados de todas as formas. E também devem ser protegidos do choque que seria caírem de pára-quedas na presidência de uma câmara ou num lugar de deputado sem terem a noção dos sacrifícios que tais cargos exigem. Até lhes podia dar uma coisa, como compreendes.Perguntar-me-ás porque não deu nenhum treque aos que formaram movimentos independentes e foram eleitos. É fácil meu caro. Se reparares, todos eles, antes de serem independentes pertenceram a partidos políticos. Já estavam treinados. Já estavam preparados. Já estavam ao corrente do que iam encontrar. Achas que se eles não tivessem pertencido a um partido político poderiam alguma vez criar movimentos independentes?!! Claro que não! E conseguiriam aguentar o choque de passarem do ordenado mínimo nacional, por exemplo, para um ordenado de presidente de câmara com despesas de representação e tudo, sem lhes dar um chilique??!! Olha que isto da democracia não é o mesmo que ribaldaria. Tinha agora que ver um gajo qualquer criar um partido político no facebook, por exemplo!! Como dizia a minha avó, quem quer bolota trepa!! E mais nada!!!O mau tempo destes últimos dias veio dar uma ajuda preciosa a todos aqueles que defendem uma região sem árvores. Primeiro desvendou que muitas árvores estão tão velhas e podres que não aguentam um sopro e em segundo lugar mostrou os perigos que corre a humanidade se levar com todos os ramos e troncos que existem em cima dos lombos. Eu por mim também vou abandonar a ideia romântica que tinha dessa parte da natureza. Levei com um tronco de árvore em cima do carro e para mim basta. Já me chegavam as montanhas de folhas que entupiam o algeroz e me faziam escorregar nos passeios. Agora com mais este episódio não me venham cá falar de árvores. Por mim podem arrasar tudo. Abaixo as árvores assassinas e quem as apoiar. Vou comprar uma motosserra e se não cortarem as árvores todas da minha rua vou fazer justiça pelas próprias mãos.Um abraço livre de troncos e broncosManuel Serra d’Aire

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