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Produção de beterraba pode voltar em força aos campos do Ribatejo e Alentejo

Produção de beterraba pode voltar em força aos campos do Ribatejo e Alentejo

Sessão em Coruche reuniu cerca de 200 participantes entre agricultores e representantes da indústria transformadora
Edição de 23.01.2013 | Economia
A beterraba é considerada a nível europeu uma das culturas mais rentáveis na actividade agrícola. Para além de permitir, com muitas vantagens, intervalar com as culturas do milho e do trigo, permite rendimentos muitas vezes superiores aos dos cereais e uma agricultura muito mais sustentável tendo em conta que Portugal é dos poucos países da Europa que pode produzir beterraba no Outono, ou seja, com um consumo de água muito menor logo com grandes vantagens na poupança energética.O regresso aos níveis de produção de há seis anos (2006) está ainda dependente das negociações com Bruxelas. Tudo indica no entanto que o Governo de Passos Coelho, em conjunto com todas as associações do sector, consiga voltar a ganhar a batalha da produção, que será também a batalha da salvação da indústria de transformação que atravessa grandes dificuldades, uma vez que a produção caiu com a má política agrícola dos anteriores governos.No passado dia 21, em Coruche, foi organizado um workshop promovido pela ANPROBE - Associação Nacional dos Produtores de Beterraba, que contou com a participação de cerca de 200 agricultores e representantes da DAI, (Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial) do lado da indústria.A possibilidade de em 2015 Portugal voltar às grandes produções parece uma conquista imprescindível para o futuro da agricultura portuguesa e para a indústria do sector. O presidente da associaçãoManuel Campilho, referiu isso mesmo em entrevista dizendo que a cultura não será subsidiada mas isso também pouco importa. Haverá de certo um entendimento entre os agricultores e os industriais e o importante é perceber que a beterraba é um produto agrícola com boa margem de rendimento, e que, neste momento, França e Alemanha têm o monopólio da produção graças aos erros dos nossos dirigentes políticos. “Mas o que passou, passou, agora é preciso é unir esforços”.Em Coruche, ao lado dos dirigentes associativos, esteve o presidente do município, Dionísio Simão Mendes, que se disponibilizou para apoiar o relançamento desta actividade e de outras subsidiárias, relevantes para a economia, não só no concelho como noutros concelhos do país, adiantando ainda “que muito em breve a fábrica da DAI vai ser abastecida com gás natural o que é muito importante do ponto de vista da modernização e do cumprimento das metas ambientais e dos custos de produção. “A DAI assume-se como empresa âncora no uso de gás natural, o que pode ser uma variável muito importante na avaliação deste negócio da beterraba e dos preços associados”, salientou.As apresentações estiveram a cargo do presidente da ANPROBE, Manuel Campilho, que falou sobre “A proposta da Comissão, do Parlamento Europeu e a possibilidade do regresso da cultura a Portugal”, do presidente da DAI, José Cabrita, que apresentou a realidade do “Mercado Europeu do açúcar, situação actual e perspectivas futuras” e de Manuel Espadinha director agrícola da empresa, que destacou “A Evolução da cultura da beterraba de 1997 a 2008.”Recorde-se que a decisão tomada em 2006 pela Comissão Europeia, em reduzir a quota de produção das empresas do sector, foi insuficiente face às necessidades da Europa, existindo espaço, segundo a DAI, para se produzirem mais 600.000 toneladas por ano. O deputado do PSD eleito pelo distrito de Santarém, Vasco Cunha, que preside à Comissão Parlamentar da Agricultura, tem moderado ao longo destes últimos meses vários encontros entre as associações. Presente neste workshop aproveitou para voltar a mostrar-se solidário com todos os objectivos dos agricultores e dos empresários da indústria de transformação.
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