uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Os que nada fazem só atrapalham quem trabalha...e dão despesa

Edição de 23.01.2013 | O Mirante dos Leitores
Um dos grandes problemas de alguns hospitais públicos reside na falta de profissionalismo de alguns trabalhadores que apesar de serem uma minoria acabam por complicar a vida à maioria que trabalha e se esforça para que tudo corra bem. É verdade que há muita coisa mal mas também é verdade que há vontade de resolver. Alguns trabalhadores com estatuto dos antigos funcionários públicos (daqueles em quem, por enquanto, não se pode tocar) têm que compreender que o tempo do deixa andar, das chegadas ao trabalho a desoras, do desperdício de material, dos intervalos para fumar a torto e a direito, tem que acabar. E muito mal vai estar a maioria que trabalha e se empenha se deixar continuar a existir esta grande rebaldaria. E muito mal vão os chefes e as chefas se continuarem a fazer vista grossa e a não diferenciarem quem trabalha de quem nada faz. E muito mal vai a administração se não começar a cortar o mal pela raiz. E, já agora, muito mal vão as comissões de utentes e os sindicatos se continuarem a defender direitos a todo o custo mesmo que isso signifique o afundamento total dos serviços. Se ninguém quer pagar mais impostos nem taxas moderadoras; se toda a gente quer trabalhar menos e ganhar mais e se o Governo não acaba com o regabofe dos grupos de interesses organizados de que fala o comentador Miguel Sousa Tavares, como é que se leva o barco a bom porto? Ele escrevia um dia destes algo que eu subscrevo. “Alguém tem dúvida de que temos 120.000 funcionários públicos a mais, médicos a mais, polícias a mais, professores a mais? Que o sistema de trabalho na função pública é privilegiado em relação ao sector privado, em horários, remunerações, segurança do vínculo, tempo de trabalho para a reforma, montante das pensões, sistema de saúde?” Eu não tenho duvida que a maior parte dos problemas apontados pela comissão de utentes do Centro Hospitalar do Médio Tejo, não existiriam numa unidade privada.Joana Castro

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...