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Vestidos em papel crepe que esvoaçam no Festival do Arroz Doce

Vestidos em papel crepe que esvoaçam no Festival do Arroz Doce

Edição de 23.01.2013 | Primeiro Plano
Maria Cândida Henriques, 77 anos, é a costureira dos vestidos em papel crepe que esvoaçam no desfile que acontece todos os anos em Julho, por altura do Festival do Arroz Doce do Centro de Bem Estar Social de Vale de Figueira, Santarém. A modista trata as crocantes folhas como pedaços de tecido que molda à medida das funcionárias da instituição que se tornam modelos de passerelle nesses dias. Alças e mangas de balão erguem-se no topo de corpetes de papel que desembocam em saias com folhos e outros efeitos. Também há modelos “cai cai”. O tema do último ano foi a alimentação saudável e por isso os vestidos estão coloridos com exemplares frescos inspirados na roda dos alimentos. As peças de arte, cosidas ou coladas, rematam-se com laços nas costas. Maria Cândida Henriques reside em São Vicente do Paúl e há 15 anos que é utente da instituição. Vive com o marido, de 80 anos. Aprendeu a costurar sozinha na máquina da madrasta. Nunca recebeu uma única lição de costura. Só já depois dos 70 anos frequentou um curso para aprender a fazer bainhas abertas. Até o filho frequentar a escola foi a mãe quem lhe costurou calções e bibes. Maria Cândida Henriques também chegou a fazer a sua própria roupa. Até o presidente da instituição, José Alexandre Silva, já foi vestido pela anciã. Camisa, calças, laço verde ao pescoço e uma couve lombarda na cabeça. Isto porque se falava de alimentação e há que incentivar o consumo de legumes na instituição dando o exemplo... Ana Santiago
Vestidos em papel crepe que esvoaçam no Festival do Arroz Doce

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