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Câmara de Tomar chumba apoio a Carnaval e este ano não há desfile

Câmara de Tomar chumba apoio a Carnaval e este ano não há desfile

Organização pedia 15 mil euros de subsídio mas executivo entende que não há condições para desembolsar essa verba.

Edição de 23.01.2013 | Sociedade
Os tomarenses que no próximo mês de Fevereiro pretendam ir celebrar o Carnaval vão ter que andar alguns quilómetros até à Linhaceira uma vez que este ano o município não vai subsidiar a TomarIniciativas -Associação de Cultura que tem organizado os festejos carnavalescos na cidade nos últimos seis anos. O assunto foi debatido em reunião de câmara. Em causa estava a atribuição de um subsídio de 15 mil euros - verba idêntica à do ano passado - que servia, sobretudo, para a organização pagar o aluguer dos carros alegóricos e o cachet do reis convidados. A proposta apenas acolheu o voto favorável do vereador socialista Luís Ferreira com os restantes elementos do executivo camarário, inclusive António Cúrdia que substituía José Vitorino (PS), a votar contra, vincando uma vez mais, que existe uma clivagem interna no seio deste partido.A “TomarIniciativas”, pela voz de Luís Honório, confessou a O MIRANTE a sua estupefação pelo chumbo até porque, quinze dias antes, o mesmo executivo decidiu atribuir cinco mil euros à Associação Cultural e Recreativa da Linhaceira, que organiza há anos, e de forma ininterrupta, um desfile de Carnaval. O presidente da Câmara de Tomar, Carlos Carrão (PSD), admitiu que na tarde do desfile há sempre algum impacto em termos de economia local na cidade mas salientou que “neste momento a câmara não tem condições de atribuir a mesma verba do ano passado”. O autarca defendeu que, com este interregno, chegou a altura de ser repensada a organização e o modelo do Carnaval em Tomar. Carlos Carrão frisou que a associação da Linhaceira assumiu a realização do Carnaval com ou sem apoio camarário enquanto Tomar faz depender os festejos do subsídio camarário. O vereador socialista António Cúrdia criticou o facto de este evento depender de um “envelope financeiro” considerando que o mesmo é “mais um gasto do que um investimento”.Mais contundentes, os vereadores do movimento “Independentes por Tomar” consideraram que “o Carnaval de Tomar destes últimos anos é caro e não tem qualidade” e que o evento em si “não traz valor acrescentado nem cultural, nem turístico consistente para a cidade”. Graça Costa referiu que este Carnaval Templário “nasceu de geração espontânea de um grupo de amigos” - cuja legitimidade os independentes não questionam - mas que “nunca evoluiu no sentido de ser um evento dinâmico, congregador e gerador de sinergias na comunidade”.Luis Honório recordou que a “TomarIniciativas” foi criada no final de 2007, com o propósito de “recuperar o sucesso de outrora” do Carnaval e foi o anterior presidente da câmara, António Paiva (PSD), que sugeriu que os mesmos se constituíssem como associação para que pudessem vir a ser subsidiados. “Somos uma associação sem fins lucrativos. Queríamos organizar um evento na cidade já que ninguém dentro da autarquia o faz e pensamos que conseguimos atrair gente nos últimos anos”, salientou. Reunidos “de urgência” na noite de sexta-feira, 18 de Janeiro, a “TomarIniciativas” decidiu realizar uma conferência aberta à população na noite de terça-feira, 22 de Janeiro, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais. Disponíveis para esclarecer quaisquer dúvidas, referem que querem discutir o Carnaval em Tomar “que a câmara decidiu não apoiar”, de modo a serem encontradas alternativas ao desfile com carros alegóricos que, sem apoio financeiro, não vai ser possível, de todo, levar avante.
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