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Corte de árvores por razões de segurança é visto como um atentado ambiental

Edição de 23.01.2013 | Sociedade
O corte de árvores no bairro de São Bento, junto à Escola Secundária Sá da Bandeira, que é para a Câmara de Santarém uma “questão de segurança”, representa para a Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém um “atentado ambiental, histórico e paisagístico”. A autarquia decidiu proceder ao abate de 29 das 51 árvores que se encontravam naquela zona já que algumas tinham “feridas e apodrecimentos” e ameaçavam cair pondo em risco a circulação de pessoas. O processo de avaliação fitossanitária das árvores estava a ser desenvolvido desde 2010, mas foi agora acelerado tendo em conta que há um projecto de requalificação para a rua 31 de Janeiro, que inclui a construção de duas rotundas, uma na zona que dá acesso à estrada de Almeirim e outra na zona em frente à escola. A chefe da divisão de espaço público e ambiente da Câmara de Santarém, Laura Guerra, engenheira agrária, responsável pelo estudo fitossanitário, garante que todas as árvores abatidas corriam o risco de cair. Por outro lado as raízes das árvores estavam a danificar os passeios. “Já tivemos um caso de um ramo que caiu para cima de uma viatura mas por sorte não se registaram danos em pessoas”, ilustra. Mesmo assim na avenida dos choupos, frente à escola, foram mantidos alguns exemplares apesar de não estarem nas melhores condições. O argumento da segurança não convence no entanto a associação tendo em conta a quantidade de árvores em causa. “Algumas precisariam de ramos cortados, o que se resolveria com uma poda. Isto mesmo se vê olhando para os troncos das árvores que foram cortadas”, garante o presidente da direcção, arquitecto José Serrano, que denuncia a destruição de uma alameda de choupos alinhados com mais de 70 anos de idade. O dirigente lembra que o corte das árvores vai retirar a sombra aos utilizadores dos passeios pedonais numa cidade muito quente no Verão. Por outro lado dá-se um mau exemplo educativo, critica. A associação pede a revisão dessas acções num processo participativo que envolva a população, associação, moradores de São Bento e professores do liceu.O abate iniciou-se na terça-feira, 15 de Janeiro, e na quinta-feira, 17, já estava terminado. Durante a próxima semana serão removidos os cepos e começarão a ser plantadas as novas árvores no lugar das que existiam. Os choupos não serão a espécie escolhida, garante Laura Guerra, por causa dos problemas com as raízes. A única árvore sã que será cortada, garante Laura Guerra, é uma casuarina que está na zona onde será construída uma das duas futuras rotundas, ao cimo da estrada que vem de Almeirim, mas só na altura da empreitada.

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