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Terminal Rodo-ferroviário da Póvoa pode ser reduzido a parque de estacionamento pago

Administrador de fundo imobiliário diz que viabilidade do projecto está a ser analisada

O investimento inicial rondava os 30 milhões de euros e previa a construção de uma superfície comercial e de serviços com seis pisos e parque de estacionamento que se esperava ser gratuito. Mas por causa da crise económica o projecto vai ser reduzido e não se prevê que se gastem mais de seis milhões.

Edição de 23.01.2013 | Sociedade
O projecto inicial do terminal rodo-ferroviário da Póvoa de Santa Iria, situado no terreno da antiga fábrica de moagem e que iria resolver a maioria dos problemas de estacionamento junto à estação de comboios da cidade, vai ser reduzido e adaptado ao actual quadro de crise económica. A informação foi avançada a O MIRANTE por Simão Costa, administrador do fundo imobiliário responsável pelo espaço, que garante que o terreno não ficará “despido” e que “alguma coisa” será feita no local, “nem que seja um parque de estacionamento”.O investimento inicial rondava os 30 milhões de euros e previa a construção de uma superfície comercial e de serviços com seis pisos e parque de estacionamento. Mas por causa da crise económica o projecto vai ser reduzido e não se prevê que se gastem agora mais de 6 milhões de euros, na construção de um parque de estacionamento pago e provavelmente se houver possibilidades uma pequena área comercial. “Face aos tempos que vivemos estamos a realizar um estudo de viabilidade que nos permitirá definir quais as áreas prioritárias de investimento”, explica Simão Costa. O estudo ficará pronto no final do mês e será depois apresentado à banca, que decidirá se vai financiar o projecto. “É impensável não se fazer nada naquele local. O mercado é que vai ditar o que irá surgir “, nota o responsável do fundo imobiliário e da empresa Socobre que é a proprietária do terreno. Os utentes da estação e os próprios autarcas estavam à espera de um parque gratuito que servisse a cidade. “O projecto inicial, o único que conheço, previa 1400 lugares de estacionamento gratuito, ainda não conheço o novo projecto mas não sou a favor de ter estacionamento pago no local”, avisa o presidente da Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria, Jorge Ribeiro. Também o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), pela voz de Carlos Braga, diz tratar-se de uma situação “prejudicial para os utilizadores do comboio” que em nada beneficia a cidade. “O concelho é muito carente de estacionamento gratuito e infelizmente o que temos visto é uma tentativa de concessionar a privados todos os pequenos parques de estacionamento públicos”, lamenta.Na última Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira os eleitos manifestaram preocupações por causa do terreno onde vai nascer o terminal rodo-ferroviário da Póvoa estar vedado há sete meses, dificultando ainda mais o estacionamento no local. Na sessão o vice-presidente do município, Alberto Mesquita (PS), mostrou reservas face à concretização do projecto. “A situação que hoje vivemos em termos económicos e financeiros é o que é, não vale a pena omitir, e aquilo que num determinado contexto parecia que ia avançar acabou por não avançar”, lamentou o autarca.Para minimizar os impactos do encerramento do terreno a junta de freguesia disponibilizou outro parque provisório, num terreno mais a norte, para que os utilizadores do comboio pudessem estacionar em segurança e, dessa forma, evitar os estacionamentos abusivos e selvagens que continuam a incomodar moradores e comerciantes das proximidades da estação. A estação da Póvoa, segundo a REFER, é a segunda mais movimentada da linha da Azambuja, a seguir ao Oriente, em Lisboa.

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