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Tribunal de Alcanena julga nove arguidos por 44 crimes de lenocínio

Edição de 23.01.2013 | Sociedade
O Tribunal Judicial de Alcanena começou a julgar na quinta-feira, 17 de Janeiro, oito homens e uma mulher acusados de um total de 44 crimes de lenocínio, prática criminosa que consiste em explorar, estimular ou facilitar a prostituição, sob qualquer forma ou aspecto, mesmo que sem mediação directa ou intuito de lucro. Os arguidos, com idades entre os 25 e os 62 anos, são suspeitos de explorar mulheres que se prostituíam no LR Clube, uma casa de alterne na aldeia de Filhós, concelho de Alcanena, que foi entretanto encerrada. De acordo com o despacho da acusação do Ministério Público, as mulheres, a maioria de nacionalidade estrangeira, sofriam violência física e coacção psicológica, chegando a ser trancadas nos quartos onde atendiam os clientes. A sua “missão” passava por seduzir os clientes e levá-los a consumir bebidas do bar após o que os aliciavam para os quartos onde decorriam os encontros sexuais. Eram, depois, obrigadas a dar parte do dinheiro que recebiam ao grupo, recebendo, por cada acto sexual, entre 20 a 30 euros. A acusação sustenta-se em muitas horas de escutas telefónicas que os arguidos faziam entre si, numa investigação da Polícia Judiciária que se prolongou por vários meses. Um dos arguidos, L.M, 44 anos, foi, em Dezembro último, condenado a quatro anos e três meses de prisão por ter esfaqueado três clientes à porta do bar do qual era proprietário, tal como O MIRANTE avançou na altura. Cinco dos arguidos são homens que exerceram funções de gerentes no bar ou seguranças privados e ainda duas prostitutas que começaram a “controlar” o acesso aos quartos das restantes mulheres. Este “mega” julgamento em Alcanena tem já várias sessões agendadas.

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