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Câmara assume danos no cemitério de Rio Maior contra vontade do vereador do pelouro

Câmara assume danos no cemitério de Rio Maior contra vontade do vereador do pelouro

Nuno Malta queria passar a factura da reparação de campas, danificadas pela queda de árvores, para a seguradora da autarquia, mas o vice-presidente da câmara desautorizou-o em plena reunião do executivo, contrariando-o e matando o debate.

Edição de 30.01.2013 | Sociedade
O vereador da Câmara de Rio Maior com o pelouro dos cemitérios, Nuno Malta, foi desautorizado em plena reunião do executivo pelo seu colega da maioria e vice-presidente do município, Carlos Frazão, no que toca ao pagamento dos danos ocorridos em algumas campas do cemitério de Rio Maior devido à queda de árvores. Malta, representante do CDS na coligação PSD/CDS que gere a câmara, defendeu que a companhia de seguros do município devia cobrir os estragos, mas o independente Frazão acabou com o debate dizendo que isso nunca aconteceu em ocorrências anteriores e que deve ser a autarquia a chegar-se à frente, pois as árvores eram propriedade do município e estavam plantadas dentro do cemitério.A discussão foi levantada pelo vereador socialista Carlos Nazaré, que perguntou se a câmara já tinha contactado a seguradora acerca dos estragos em campas no cemitério devido à queda de ciprestes durante o temporal de 19 de Janeiro. Nazaré defendeu que os custos deviam ser imputados à seguradora, “pois é para isso que se pagam as apólices”, e Nuno Malta concordou, referindo que a seguradora já tinha sido contactada e que, numa primeira abordagem, deu resposta negativa às intenções da autarquia.Uma resposta da seguradora que Nuno Malta encaixou mal, levando-o a dizer na reunião do executivo que se a companhia continuar a entender não pagar os danos, então irá “fazer tudo” no sentido de rescindir o contrato com ela. Refira-se que esses serviços foram contratados pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, de que a Câmara de Rio Maior faz parte. Perante o acumular de perguntas e respostas, Carlos Frazão pegou na batuta e puxou dos galões dizendo que “não vale a pena estar contra as companhias de seguros porque a responsabilidade primeira é da Câmara de Rio Maior”. E acrescentou que, desde que se lembra, sempre que caíram árvores em cemitérios foram as juntas de freguesia ou a câmara a suportar os estragos, referindo que as seguradoras têm um clausulado onde se “borrifam” para ocorrências desse género, até porque não têm culpa que tenham colocado árvores a decorar os cemitérios. Carlos Frazão defendeu ainda que o procedimento a seguir seja o de a autarquia contactar alguns canteiros para que estes apresentem uma estimativa dos custos de reparação das campas danificadas, para posterior adjudicação dos trabalhos, evitando mais aborrecimentos às famílias dos defuntos. Uma proposta que foi bem acolhida por Carlos Nazaré.
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