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Ourivesaria na Castanheira assaltada às onze da manhã por três encapuçados

Ourivesaria na Castanheira assaltada às onze da manhã por três encapuçados

João Taipina ainda não estava totalmente refeito de um assalto à mão armada que sofreu há 13 anos

Quando os ladrões atacaram a Ourivesaria Taipina no centro de Castanheira do Ribatejo o sistema de videovigilância estava avariado devido ao mau tempo, o que dificulta as investigações do caso.

Edição de 30.01.2013 | Sociedade
João Taipina ainda não estava totalmente refeito do primeiro assalto que sofreu quando abriu a sua primeira ourivesaria quando foi alvo na semana passada de mais um assalto violento ao estabelecimento que tem em Castanheira do Ribatejo. O comerciante foi agredido e ficou sem milhares de euros em artigos de ouro e relógios. E os ladrões ainda tiveram a sorte de na altura o sistema de videovigilância da Ourivesaria Taipina não estar a funcionar porque tinha avariado devido ao mau tempo, o que poderia ajudar as autoridades nas investigações. O comerciante tinha sido assaltado a primeira vez à mão armada há 13 anos, que lhe deixou marcas. Na terça-feira dia 22, por volta das 11h00 três encapuzados irromperam pela loja e um dos deles dirigiu-se de imediato ao comerciante e com a coronha da caçadeira que empunhava deu-lhe uma pancada na testa. João Taipina caiu atrás do balcão e foi manietado pelo agressor enquanto os outros dois começaram a tirar os artigos em exposição. Agora admite deixar de vender ouro para evitar ser assaltado novamente. “Não vale a pena arriscar”, desabafa. Com a porta da rua fechada pelos assaltantes, João Taipina ainda resistiu três minutos que pareciam uma eternidade antes de ceder as chaves da montra e de dois mostradores, um atrás do balcão e outro na área mais recuada da loja. Levaram anéis, brincos, alianças, pulseiras e colares em ouro dos dois mostradores e relógios da marca Jaguar, a marca mais cara que encontraram. Exigiram a chave do cofre, mas acabaram por não a utilizar e o comerciante admite que, com o nervosismo da altura, nem sequer conseguiria dizer o código de acesso ao cofre. Não foram partidos vidros. O assalto durou quatro minutos e os homens fugiram na direcção de Vila Franca de Xira. “Demorei cinco anos a recompor-me do primeiro assalto, que aconteceu mês e meio depois de ter aberto a ourivesaria por conta própria. Fui cumprindo os compromissos financeiros com dificuldade e agora volta a acontecer-me uma destas”, lamenta João Taipina. “Para um comerciante da minha dimensão é um prejuízo importante e, quase com 56 anos, é mais difícil recuperar duma pancada destas”, acrescenta. Durante os dias que se seguiram ao assalto muitos foram os que passaram pela loja, entre clientes e amigos, para dar ânimo ao comerciante. Clara Caxias, de Benavente, diz que ficou surpreendida com a situação. “Há cada vez mais situações destas a acontecer e a justiça devia ter mão mais pesada para os assaltantes. O que acho mal é que roubam e ainda por cima fazem mal às pessoas”, comentava. José Manuel Silva, cliente e amigo diz que ficou “chocado”, e que João não merecia uma situação destas. E referia que um assalto deste tipo é excepção numa vila sossegada como a Castanheira do Ribatejo. Segunda ourivesaria assaltada na Castanheira em quatro anosEm 18 de Novembro de 2009 foi assaltada a ourivesaria da rua Palha Blanco, também na Castanheira, pouco antes das sete da tarde. Nessa altura o proprietário, José Luís, foi atingido com um pé de cabra na cabeça, depois de um primeiro indivíduo ter entrado na loja a solicitar ver um anel para oferecer à namorada. Mal virou costas um segundo homem entrou pela loja e agrediu o comerciante na cabeça, nas costas e pernas. Os assaltantes levaram jóias, anéis e brincos e fugiram numa viatura onde os esperava um terceiro elemento.
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