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Viúva de militar apanhada com material de guerra não quis abrir a porta aos polícias

Viúva de militar apanhada com material de guerra não quis abrir a porta aos polícias

Vizinhos que ficaram surpreendidos com o aparato policial dizem que a mulher passa os dias em casa
Edição de 30.01.2013 | Sociedade
A viúva de um militar que tinha armas e artigos de guerra na sua casa na Póvoa de Santa Iria, Vila Franca de Xira, não quis abrir a porta aos agentes da autoridade e só o fez quando estes ameaçaram arrombar a entrada do apartamento onde vive. Os vizinhos que ficaram surpreendidos com o aparato da operação policial dizem que é raro verem a mulher que passa os dias em casa e que praticamente não tem contactos com os moradores da zona. Isolina Pereira, 67 anos, residente na Avenida Ernest Solvay na Póvoa de Santa Iria, foi alvo de buscas domiciliárias depois de um dos filhos ter feito queixa na polícia por alegadas ameaças que a mãe lhe terá feito, na sequência de desavenças familiares relacionadas com uma casa no concelho do Cartaxo. No prédio de 12 andares onde vive são poucos os que a vêem, mas alguns recordam-se do desfecho trágico do marido, militar de carreira, que se suicidou há 13 anos na garagem do edifício com um tiro de pistola. No mesmo local onde a Polícia encontrou 26 armas de fogo e diverso material de guerra.Entre o material que a polícia encontrou estavam duas pistolas de alarme com carregador, duas carabinas, duas armas de caça, uma pistola de calibre 7,65mm e um revólver de calibre 32. A mulher tinha também na sua posse 16 punhais, 2 espadas com bainhas em metal, nove carregadores de pistola e mais de 1600 munições de vários calibres, bem como 131 cartuchos de calibre 12mm. A polícia, que só ao fim de quatro meses de investigação fez uma busca à residência, encontrou também uma arma de caça submarina sem arpão, seis kit’s de lança granadas e diversos componentes e peças de armas de guerra, nomeadamente da espingarda automática G3. Estas armas não são licenciáveis pelo que a sua posse é ilegal. “Nunca imaginámos que ela tivesse tantas armas. Mas não temos medo, é uma senhora com alguma idade, certamente não iria fazer nada com elas. É uma pessoa muito reservada que raramente sai”, refere uma comerciante das proximidades. Isolina Pereira vai aguardar julgamento com a medida de coacção de termo de identidade e residência, a menos gravosa prevista no Código de Processo Penal.
Viúva de militar apanhada com material de guerra não quis abrir a porta aos polícias

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