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Selo “Portugal Sou Eu” quer incutir orgulho na produção e consumo nacional

Selo “Portugal Sou Eu” quer incutir orgulho na produção e consumo nacional

Cerca de 600 empresas já aderiram a esta iniciativa do Ministério da Economia e do Emprego, algumas das quais da região do Ribatejo.

Edição de 06.03.2013 | Economia
Valorizar a oferta nacional, proporcionar ao consumidor um maior conhecimento dos produtos com incorporação portuguesa e, com isso, contribuir para a revitalização da nossa economia é o grande objectivo do programa “Portugal Sou Eu” apresentado na tarde de quinta-feira, 21 de Fevereiro, na Nersant - Associação Empresarial de Santarém, em Torres Novas. A sessão contou com a presença de Norma Rodrigues, coordenadora do programa que foi lançado há quatro meses e que também é directora de Competitividade Empresarial na Associação Industrial Portuguesa (AIP). As mais valias para as empresas que ostentam o selo “Portugal Sou Eu” passam pela credibilidade que granjeiam junto do público - o selo atesta que os seus produtos obedecem a critérios de rigor e transparência e demonstram ter uma incorporação nacional superior a cinquenta por cento - vindo a ser promovidas junto do consumidor. Até ao momento, cerca de 600 empresas já aderiram a esta iniciativa do Ministério da Economia e do Emprego, algumas das quais da região do Ribatejo. Para Norma Rodrigues, as empresas com o selo “Portugal Sou Eu” valorizam a manutenção do emprego no próprio país, contribuem para o produto interno bruto e ajudam a combater o défice externo da economia. “Se conseguirmos, por esta via, aumentar o consumo de bens portugueses, seguramente estaremos a contribuir para a redução do défice externo”, atestou. Na sessão de abertura, a presidente da Nersant, Maria Salomé Rafael, sublinhou que a associação acolhe este projecto “de corpo e alma” considerando que “Portugal Sou Eu” é importante uma vez que permite um fácil reconhecimento dos produtos portugueses no mercado. A responsável disponibilizou-se para criar na Nersant um gabinete para o atendimento de potenciais interessados na adesão a este projecto. As informações relativas ao mesmo podem ser consultadas no website http://portugalsoueu.pt.“Portugal, como marca, tem que ser uma bandeira”O workshop contemplou uma intervenção de Carlos Lopes de Sousa, presidente do AgroCluster Ribatejo, dedicada ao tema “Criar valor, consumir português”. Para o responsável, esta iniciativa tem um lado mais “emocional” que passa por devolver a auto-estima dos portugueses mas também há que recuperar um lado mais “racional” as empresas. “Se consumirmos produtos nacionais, reforçamos as nossas empresas, logo a nossa economia”, salientou. Para Carlos Lopes de Sousa, as empresas têm feito um esforço muito grande no que concerne à apresentação dos seus produtos, tornando-se cada vez mais competitivas na sua relação qualidade-preço, podendo vir a aliar-se a este “esforço de promoção” do governo. “Temos que dar força à distinção, à diferença. Os nossos produtos têm força própria. Portugal, como marca, tem que ser uma bandeira”, aludiu.
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