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Eleitor Serafim das Neves

Edição de 02.10.2013 | E-mails do outro mundo
Por causa da Comissão Nacional de Eleições não houve cobertura mediática da Campanha Eleitoral e por isso não ficaram registados, para memória futura, os brilhantes discursos e as refulgentes promessas de milhares e milhares de candidatos. É verdade que os eleitores tiveram oportunidade de se organizar em grupos informais de pescadores de pérolas e apanharam algumas que disponibilizaram ao povo através das redes sociais, mas não é a mesma coisa. É como ver um filme num cinema a sério ou uma cópia pirata no computador. Perde-se a dimensão, a profundidade, a elevação artística. É bem certo que havia candidatos que tinham o seu canal próprio de televisão que proporcionaram bons momentos de entretenimento mas também aqui se perdeu muita substância. É como um documentário feito por um marmanjo qualquer com a namorada ou a patroa e um filme feito numa estúdio a sério com actrizes que já ganharam óscares da indústria da pornografia e que até usam nomes parecidos com os dos artistas das grandes produções.Aqui pela região não temos sessões de apresentação como a daquele candidato lá do norte que, na altura da apresentação, começou por declarar que tinha escolhido mal os elementos para a sua lista. Mas também tivemos alguns bons momentos. Felizmente os eleitores tiveram pena de alguns prometedores mais ousados e não os elegeram. A cabeça de lista do PS em Santarém, Idália Serrão, livrou-se de, como tinha prometido, passar dias ao vento e à chuva à porta dos Ministérios à espera de ser recebida para tratar dos problemas do concelho. O candidato do CDS-PP do Entroncamento livrou-se de ter que dar todos os meses dez por cento do ordenado, ou seja, a dízima, para instituições de caridade. Alguns outros, ganharam as eleições e vão ganhar grandes dores de cabeça a inventar desculpas para não conseguirem fazer o que prometeram.Aproveito para chamar a atenção dos Politécnicos de Tomar e Santarém, para uma janela de oportunidades que se abre com a duplicação dos votos nulos em relação às eleições autárquicas de 2009. Cidadãos que foram às suas mesas de voto mas que depois de estarem na solidão das câmaras de voto, não acertaram com a cruzinha em nenhum quadradinho ou assinaram o papel a pensar que aquilo era uma declaração autorizando os seus candidatos a aumentarem o Imposto Municipal sobre Imóveis ou o preço do metro cúbico da água. Ora aqui está uma lacuna no ensino. Uma licenciatura em Estudos Superiores de Cruzinha nos Boletim de Voto. Espero que a primeira fornada de doutores a sair deste curso esteja despachada nas próximas eleições.Quero assinalar que numa região onde existe um Monumento Natural de Pegadas de Dinossauros, houve o bom senso de preservar o que resta dos nossos sáurios. Não será por causa de nós que daqui a uns bons milhares de anos irá dizer que o dinossauro autárquico foi extinto em 2013. É verdade que não tivemos mudanças desses exemplares dos seus habitats naturais para outras zonas menos poluídas mas mesmo assim houve preservação. Muitos que estavam nas câmaras passaram para as assembleias municipais. Outros que andavam escondidos saltaram para a ribalta. Há quantos anos é que a nova presidente da Câmara de Constância é autarca a tempo inteiro naquele concelho? E o novo presidente da Câmara Municipal de Torres Novas que até tem um bigodinho a condizer com o ano do século passado em que tomou alternativa, como se diz no Ribatejo? E quem diz ele diz os outros vices que passaram a presidentes. Eu sempre fui pelo jurássico, e tu?Saudações metoriticas Manuel Serra d’Aire

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