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A hora da despedida na Assembleia Municipal da Chamusca

Edição de 02.10.2013 | Política
A última reunião deste mandato da Assembleia Municipal da Chamusca, realizada no dia 27 de Setembro, em Vale de Cavalos, a dois dias das eleições autárquicas, serviu apenas para aprovar rapidamente os 19 pontos da ordem de trabalhos, praticamente todos a referentes a protocolos para possibilitarem o regular funcionamento das várias instituições do concelho. Foi por isso uma reunião que serviu, quase em exclusivo, para alguns eleitos fazerem a sua despedida e despedirem-se do ainda presidente da câmara, Sérgio Carrinho (CDU), que se vai afastar da política activa. Duarte Arsénio, do Bloco de Esquerda, foi quem foi mais longe nessa questão. Depois de fazer um balanço do seu trabalho como autarca neste mandato, dirigiu-se a Sérgio Carrinho dizendo: “Não quero perder esta oportunidade de, sem qualquer laivo de cinismo, prestar a minha homenagem ao senhor Sérgio Carrinho, o homem que ao longo das últimas três décadas mudou a face deste extenso concelho, dotando-o de vias de comunicação, de extensões de saúde, jardins de infância, levando água ao domicílio e electricidade até ao mais recôndito lugar”.Mas o eleito do BE não quis deixar passar em vão a oportunidade de deixar uma crítica. “Não quero deixar de lamentar também o desgaste a que o homem político se sujeitou, não optando por dar o lugar a outros na altura devida, deixando-se arrastar como deixou, até à exaustão, com algumas consequências negativas para o desenvolvimento do concelho”, disse Duarte Arsénio.Da bancada da CDU, José Brás fez um balanço do trabalho de toda a assembleia e destacou a união de todos os eleitos quando se trataram assuntos decisivos para o desenvolvimento do concelho. Pediu que todos analisassem bem o desgastante trabalho a que foram submetidos todos os elementos do executivo camarário a quem “agradecemos o esforço e colaboração que tiveram para connosco”.Rui Guedelha, do PS, foi a última voz do Pinheiro Grande como freguesia e fê-lo na qualidade de representante dessa junta. “Não é a altura para fazer política, é com tristeza que vejo desaparecer a minha freguesia, mas quero aqui deixar uma palavra de agradecimento a todo o executivo da câmara municipal, na pessoa do presidente, e de todos os eleitos da assembleia, pelo apoio que sempre nos foi dado”.Curioso foi o facto de nenhum eleito da bancada da coligação PSD/CDS ter aberto a boca para dizer alguma coisa. Os cinco elementos que fazem parte da assembleia entraram mudos e saíram calados. No final da reunião, O MIRANTE pediu uma explicação para este facto e um dos elementos da bancada garantiu que tinha sido apenas uma opção do grupo.

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