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Distribuição de boletins de voto pelas mesas obriga a operação de segurança

Distribuição de boletins de voto pelas mesas obriga a operação de segurança

Em Almeirim a GNR mobilizou vários meios e teve que alterar um percurso em cima da hora por suspeitas de um possível boicote
Edição de 02.10.2013 | Sociedade
Às seis e meia da manhã funcionários da Câmara de Almeirim e um grande dispositivo de elementos da GNR concentram-se no posto para iniciarem a operação de distribuição dos boletins de voto pelas mesas do concelho. A programação foi feita dias antes mas em cima da hora a Guarda alterou os circuitos definidos depois de ter suspeitado de um possível boicote na freguesia de Fazendas de Almeirim. Tudo é calculado para que se evitem incidentes e que as mesas de voto abram à hora prevista, 8h00. Das cinco rotas pré-definidas acabaram por se fazer seis por causa da ameaça de boicote. A operação de segurança na distribuição dos boletins é liderada pelo comandante do posto, o sargento Pereira. Às 6h45 começam a arrancar os carros. Nas viaturas da câmara segue um funcionário com os boletins e ao lado vai um militar da Guarda. Atrás segue um carro da guarda a fazer escolta. O MIRANTE acompanhou uma das rotas em direcção à escola dos segundos e terceiros ciclos de Fazendas de Almeirim, onde estavam instaladas as mesas de voto. Ainda é de noite. Do porta bagagens começam a tirar-se os pacotes com os boletins já divididos por mesas de voto. Os funcionários entregam os boletins nas mesas de voto sempre acompanhados pelo menos por um militar. Os pacotes são recebidos pelo presidente da mesa que assina uma declaração de entrega que é também subscrita pelo militar responsável pela segurança. De Fazendas de Almeirim segue-se para a freguesia de Raposa. O candidato do MICA, Ramiro Augusto, acabara de tirar um cartaz de campanha que estava a menos de cinquenta metros da escola do primeiro ciclo onde estava a mesa de voto. Cortou um dedo na operação. Os elementos da mesa estavam à espera à porta. Já passava das 7h30 e havia alguma impaciência porque se estava em cima da hora. A viatura com os boletins tinha ficado retida algum tempo na freguesia de Benfica do Ribatejo devido a dificuldades em abrir a porta da mesa de voto. Pelo rádio comunica-se que está-se à espera da chave. A mesa da Raposa abriu com um ligeiro atraso porque ainda se perdeu algum tempo a contar os cerca de 1500 boletins de voto. Para o comandante do destacamento de Santarém da GNR, que engloba o posto de Almeirim, os dias de eleições são dias especiais de trabalho. O capitão Fernandes refere que são mobilizados muitos mais meios do que em situações normais. Além do pessoal que tem de fazer a segurança à entrega e depois à recolha dos boletins de voto e a sua deposição no tribunal, é preciso garantir uma força de reserva. São equipas que estão de prevenção no posto para o caso de ser necessário intervir em caso de incidentes nas mesas de voto. O capitão Fernandes explica que os militares da GNR têm regras muito específicas de actuação no dia das eleições. Não podem estar a menos de 100 metros das mesas de voto. E em caso de problemas só podem avançar com ordem do presidente da mesa de voto. Quando vão votar ou se for necessário ir a uma mesa a pedido do presidente da mesa têm que se apresentar desarmados. Uma forma de não perturbar o acto eleitoral. A operação de segurança na distribuição dos boletins terminou por volta das 8h00 com a chegada de todos os elementos ao posto, satisfeitos por não ter havido incidentes.
Distribuição de boletins de voto pelas mesas obriga a operação de segurança

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