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Litígio entre proprietários leva a bloqueio de terreno com tractores

Litígio entre proprietários leva a bloqueio de terreno com tractores

Em causa estão 13 hectares de terra em Riachos disputados por duas pessoas. O caso deverá ser dirimido em tribunal.

Edição de 02.10.2013 | Sociedade
A GNR foi chamada na terça-feira, 1 de Outubro, à Quinta dos Caniços, em Riachos, Torres Novas, devido ao bloqueio do acesso a um terreno com tractores. As autoridades identificaram ainda alguns trabalhadores que procediam ao corte de eucaliptos nessa propriedade. Em causa está um diferendo entre dois proprietários que alegam serem donos de um terreno com 13 hectares que ambos disputam e onde estão a ser cortados eucaliptos. A questão é complexa e vai ser dirimida em tribunal. Maria Luísa Mota, uma das envolvidas na disputa, disse a O MIRANTE que decidiu pedir a alguns amigos que lhe emprestassem os seus tractores para, desse modo, evitar a saída de mais madeira desse terreno, que diz ser seu desde 2008. Os tractores foram colocados em vários pontos na extrema do terreno mas retirados ainda durante a manhã. Anteriormente, Luísa Mota já tinha apresentado queixa na GNR de Torres Novas por furto das árvores mas, refere, como foram mostrados “alguns papéis” aos agentes da autoridade, os trabalhos de abate de eucaliptos na propriedade que reclama foram retomados contra sua vontade.“Não posso ficar quieta enquanto me tiram tudo. Foi o meu marido, que já está na terra da verdade, que comprou isto e pagou com o seu dinheiro. Gostava que pelo menos até que se esclarecesse esta questão parassem com o corte dos eucaliptos”, disse, acrescentando que vai avançar com uma providência cautelar para evitar que continue o abate de árvores. Como a mesma acção demora alguns dias a ter efeito, a proprietária receia que, até lá, toda a madeira venha a ser retirada do terreno, estimando ficar lesada em milhares de euros. “Gostava que parassem com o abate enquanto não negociassem comigo a madeira que já tiraram. Estão ali os marcos”, refere. Por seu turno, a outra pessoa que reclama a posse do terreno já colocou uma providência cautelar para que os trabalhadores possam cortar a madeira sem serem importunados. Fez o contrato de promessa de compra e venda do terreno a 28 de Maio de 2013 e só mais tarde vai fazer a escritura, uma vez que o terreno vai ser pago em tranches. “Está tudo reconhecido por advogados. Não tenho que parar o trabalho de abate porque a senhora não tem razão. O meu advogado foi, inclusive, ao seu encontro para lhe mostrar os papéis, mas ela não quis ver”, explica ao nosso jornal. O mesmo proprietário fez questão de mostrar a O MIRANTE os documentos oficiais e mapas cadastrais que confirmam que o terreno de 296 hectares, entre os quais estão os 13 hectares em disputa, lhe pertence. Na sua opinião, o equívoco advém do facto de uma antiga proprietária do terreno, após o ter vendido em 1978, ter feito, posteriormente, em 1991, uma reclamação cadastral ilegítima, a dizer que não tinha vendido aquela parte do terreno. “Esta senhora está ou foi enganada quando comprou o terreno e, além disso, não tem legitimidade para mandar bloquear nada”, afirma.
Litígio entre proprietários leva a bloqueio de terreno com tractores

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