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Futsal feminino do UAP quer garantir a manutenção depois do brilharete da época passada

Futsal feminino do UAP quer garantir a manutenção depois do brilharete da época passada

Na última época a equipa de futsal feminino do Povoense, com sete jogadoras, conseguiu qualificar-se para a primeira Divisão de Honra. Este ano o desafio é difícil mas nada que assuste António Morgado, coordenador da secção, que ingressou no futsal porque alguém precisava de ajuda para mudar uma baliza.

Edição de 09.10.2013 | Desporto
A equipa feminina de futsal do União Atlético Povoense, da Póvoa de Santa Iria, fez história no ano passado. Com apenas sete jogadoras, duas das quais guarda-redes, conseguiu garantir a qualificação para a Primeira Liga de Honra ganhando todos os jogos da segunda volta. Ficaram a um ponto do primeiro lugar. O coordenador da secção, António Morgado, salienta a dedicação das atletas e a paixão que sentem pelo jogo. “Houve uma grande união e sacrifício para alcançarmos os resultados da época anterior”, diz, acreditando que as futsalistas são especiais. A maior parte são estudantes e chegaram a participar em torneios levando os livros atrás. “No intervalo dos jogos, enquanto as outras estavam no café, elas estavam a estudar porque iam ter exames durante a semana”.António chegou ao futsal por acaso. Veio assistir a um treino da filha e alguém precisava de ajuda para mudar uma baliza. O coordenador auxiliou e quando deu conta já estava mais envolvido na modalidade do que sua descendente. É responsável pela coordenação da equipa de juvenis, juniores e seniores e tem que gerir o orçamento da melhor maneira possível porque, segundo afirma, ninguém liga ao futsal feminino. Durante a semana desloca-se todos os dias ao Pavilhão Aristides Sousa Mendes na Póvoa de Santa Iria para estar dentro dos treinos dos vários escalões e ao fim-de-semana acontecem as partidas oficiais. Para António o que mais importa é que se faça tudo por gosto e de forma a ajudar as miúdas. Nunca foi remunerado e assim como as atletas tem que pagar para competir. São os pais que asseguram as viaturas para deslocações mais longas. “Queremos ser sustentáveis e para isso realizamos diversas actividades como venda de rifas. Estamos também à procura de patrocinadores”, esclarece. Depois de uma época de sucesso, o anterior técnico teve um convite mais aliciante e saiu. Chegou Tiago Vieira, do Núcleo da Chasa, que quer garantir a manutenção o mais rápido possível. O treinador já leva dez anos de experiência no futsal feminino e afirma que prefere treinar mulheres do que rapazes. Apesar de em geral terem mais dificuldades em ler o jogo, menos velocidade e força, Tiago explica que “encaram um treino como um jogo”. Sem pudor, o líder da equipa ressalva que a qualidade das jogadoras é essencial para o aproveitamento da equipa e que não pode ser complacente embora se tratem de mulheres. António também insiste que muitas, mesmo na formação, têm que ficar no banco em prole da equipa. Em relação à temporada transacta o UAP tem 17 atletas mas algumas jogadoras importantes saíram para clubes com maior expressão. A média é de 21 anos. Empataram e perderam nas duas jornadas do campeonato mas isso não lhes tira a esperança de fazer um boa prestação.
Futsal feminino do UAP quer garantir a manutenção depois do brilharete da época passada

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