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Presidente e secretário demitem-se da assembleia do Vilafranquense

Presidente e secretário demitem-se da assembleia do Vilafranquense

Comissão administrativa considera desoladora a falta de participação dos sócios
Edição de 09.10.2013 | Desporto
O presidente da assembleia-geral e o primeiro secretário do União Desportiva Vilafranquense demitiram-se na última assembleia geral do clube. Luís Santos e Manuel Silvestre confessaram-se cansados, desmotivados e sem ânimo para continuarem a colaborar com o clube. Situações que atribuem à falta de colaboração e interesse dos sócios que nem sequer vão às reuniões. A falta de novas listas para os corpos gerentes, o que obriga a eternizar a existência de uma comissão administrativa, foi outro dos motivos invocados pelos dirigentes para abandonarem o cargo.“A comissão tem feito um trabalho fantástico mas institucionalmente esta não é uma situação que se deva manter. Fico triste e frustrado quando vejo uma sala vazia. Lembro-me de ocasiões em que a sala estava cheia e a discussão era viva e a participação empolgante. Hoje o panorama das assembleias é de uma pobreza franciscana”, lamentou Luís Santos a O MIRANTE. O dirigente há quase duas décadas ligado aos corpos gerentes do clube diz que chegou a hora de outro pegar no cargo, esperando que a decisão que tomou seja um “empurrão” para que apareçam sócios interessados em dirigir o União. A demissão do presidente e do secretário da assembleia-geral não inviabiliza o funcionamento deste órgão, uma vez que, segundo os estatutos do clube, qualquer sócio presente nas assembleias pode ser chamado a conduzir os trabalhos. Na noite de quinta-feira, 3 de Outubro, apenas compareceram 13 sócios, já contando com os corpos dirigentes, na assembleia geral. Um dos pontos da ordem de trabalhos era a apresentação de listas aos corpos gerentes mas voltaram a não aparecer interessados.A comissão administrativa encabeçada por Francisco Beirolas continua em funcionamento apesar de este já começar também a ficar desanimado com a falta de interesse dos sócios. Beirolas fala mesmo em situação “entristecedora” realçando que o mínimo que se pede de um sócio de um clube é que participe nas reuniões. “Já não pedimos o trabalho directo mas pelo menos a sua presença, para nos aconselharem, ajudarem a tomar decisões. Pelo menos para nos darem um sinal de apoio”, refere, acrescentando que até se sente falta da crítica. Para Francisco Beirolas “é desolador” chegar-se a uma assembleia e ver tão poucos sócios. O clube vai continuar de portas abertas, garante o dirigente, apesar de todas as dificuldades. A Sociedade Anónima Desportiva (SAD) que foi criada para o futebol já começou a permitir equilibrar as contas do clube, uma vez que as despesas do futebol deixaram de fazer parte da contabilidade do UDV. “Já estamos a conseguir amortizar algumas das dívidas”, assegura Francisco Beirolas. Mesmo assim o UDV deve cerca de 700 mil euros às Finanças e quase 300 mil euros à Segurança Social. “Queremos proporcionar a prática desportiva a um leque o mais alargado possível de atletas e jovens. Se possível queremos aumentar o número de modalidades, fazendo tudo isto sem agravar em um cêntimo a dívida que o clube tem e que esta comissão herdou da anterior direcção”, conclui.
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